Após algum tempo em que
não conseguia escrever para o blog, devido à preparação para o meu casamento
alia às exigências do trabalho, volto a publicar meus textos sem esquecer os
antigos projetos. Desejo aos leitores deste blog, com muito atraso, um ano
agraciado com as bênçãos de Deus, a sempre terna companhia da Virgem Maria e a
intercessão de S. Boaventura. Um santo
ano de 2013 a
todos!
Em busca de sabedoria em tempos de relativismo professo. Talvez um pouco de classicismo seja necessário, um retorno aos paradigmas perdidos... Procuro dessa forma momentos de lucidez para além de razões e desrazões extremadas. Neste blog coloco à vossa disposição textos de minha autoria nos quais como católico apostólico romano busco alcançar sabedoria verdadeira. Com a graça de Deus poderei combater o bom combate contra a mentira que reina quase absoluta hodiernamente. ¡VIVA CRISTO REY!
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Algumas questões sobre armas e desarmamento no Brasil:
1)
Gostaria que alguém me respondesse por que mesmo com o endurecimento das regras
para se adquirir uma arma o aumento de crimes efetuados com armas de fogo é
cada vez maior?
2)
Será que a onda de violência que assola São Paulo tem a ver com armas legais
compradas em lojas credenciadas?
3)
Muitos afirmam, para defender o desarmamento, que crimes são cometidos por meio
armas legais que foram roubadas. Ou o número de pessoas que estão tendo suas
armas roubadas é astronômico ou a culpa pelo aumento da violência não se aplica às
armas legais que foram roubadas. Qual a solução deste silogismo disjuntivo?
Evidentemente
a culpa pelo excessivo número de homicídios cometidos no país (em torno de 50.000
por ano) não deve ser atribuído ao armamento vendido legalmente, que é baixo.
Campanhas de desarmamento geralmente são extremamente tendenciosas e sem
vínculo com a realidade, afinal o grande problema se encontra nas armas ilegais
que entram pela fronteira e que muitas vezes nem são permitidas no Brasil, ou
tem seu uso restrito, às forças armadas. Desarmamento bom é aquele que desarma
os bandidos.
domingo, 21 de outubro de 2012
Progresso?
Quando recebemos no Brasil notícias como
a da aprovação da lei que descriminaliza o aborto (que ocorreu na última semana
no Uruguai), várias pessoas e entidades celebram o “progresso civilizatório” de
tais nações acusando o Brasil e outros países não “progressistas” de
obscurantismo. Assume-se geralmente sem nenhuma análise crítica a ideia de
progresso, sem questionamento, sem cautela. Progresso significa então a
aceitação de ideias novas, vanguardistas, et
cetera, et cetera, pelo simples fato de serem novas e/ou supostamente
valorizarem a liberdade humana?
Parece-me que a resposta à questão
acima tem sido sim, o que deveria nos preocupar sobremaneira, afinal essa
antiga tendência às novidades progressistas gerou grandes “avanços” no decorrer
do século XX como, por exemplo, a “limpeza” promovida pelo nacional-socialismo
(nazismo) e o extermínio de milhares de ucranianos pela União das Repúblicas
Socialistas Soviéticas (URSS). Antes disso, também um sinal do progresso
humanista, foi a guilhotina da revolução francesa. O que não se consegue
perceber entre o grande público, talvez pela pusilanimidade dos formadores de
opinião, é que o progresso por si só não se justifica. O encadeamento lógico e
natural dos eventos nos demonstra que todo progresso visa um fim e o fim do
progresso ininterrupto não é discutido.
Quando se fala de progresso meramente
técnico os problemas são menores, mas quando tal ideia é aplicada a questões
morais a discussão se torna mais complexa. Dessa forma uma defesa irrefletida
do progresso em detrimento de valores que sustentam nossa cultura é bastante
questionável e o fato de se aceitar ideias progressistas sem considerar a
dimensão cristã já milenar em nossa cultura não indica de modo algum evolução,
a não ser que se tome a barbárie por sinônimo de evolução. Nesse caso seria
preferível não evoluir. Para esclarecer melhor as consequências da defesa de um
progressismo façamos a análise a seguir.
Muitos dos defensores do progresso
pelo progresso admitem, alguns com ressalvas, a importância que a civilização
cristã teve no processo de valorização da dignidade da pessoa humana
independentemente de sua posição social. Um dos sustentáculos desta cultura
certamente é a família cristã que estrutura com a transmissão de seus valores a
ideia de que todo ser humano possui dignidade na medida em que todos são
chamados à conversão e ao perdão. Acontece que a família cristã que permite
com sua vivência que todos sejam tratados dignamente pela sociedade é uma das
instituições mais atacadas pelos progressistas que promovem, inclusive
legalmente (veja o caso que inicia esta postagem), a destruição de tal
instituição.
Assim os progressistas ferem
justamente um dos pilares que garantem a sua liberdade e dignidade. Com isso dão-se um tiro no pé ou como diz o ditado “cospem no prato que comem”. Criticam o
modelo que erigiu a sociedade que os permite sobreviver “culturalmente” e
pretendem colocar no lugar sob as insígnias do progresso uma sociedade que
desvaloriza a vida, a liberdade e a dignidade condenando inocentes a priori, provendo a derrocada dos
valores que sustentam nossa sociedade. Repreendendo toda moralidade surgem
figuras com ar de superioridade que se consideram evoluídos, abertos ao mundo,
esclarecidos, como se não estivessem eles próprio arrogando a si mesmos a
tarefa de instituir uma moralidade da mesma forma que aqueles que eles
recriminam.
Ó quanta coerência!!!
sábado, 13 de outubro de 2012
Resistência católica ao nazismo
Durante
boa parte da minha vida escolar principalmente no ensino médio ouvi muitas
pessoas dizerem, professores inclusive, que a Igreja Católica havia feito
“vistas grossas” frente a expansão do nazismo. A princípio considerava tais
afirmações a contragosto, mas as evidências dadas pela autoridade dessas
pessoas encontrava eco em mim e eu me via como papagaio de pirata repetindo
tudo que ouvia com ar de intelectual crente de minha perspicácia.
Apesar disso, não satisfeito com a
vagueza de meus conhecimentos e num período de profundas mudanças na minha vida
passei a estudar mais seriamente e a investigar o que eu afirmava a respeito de
muita coisa, principalmente no campo da história, percebendo minha ignorância
em muitos assuntos dos quais eu falava “pelos cotovelos”. Numa dessas pesquisas
voltadas para a posição da Igreja frente o nazismo verifiquei que a figura
difamada do papa Pio XII na verdade havia sido muito importante na preservação
de milhares de vidas. Mais recentemente encontrei algo sobre o cardeal alemão Van
Galen e sobre sua coragem e resolvi partilhar com vocês o que verifiquei nessas
leituras iniciais.
No
período da ascensão do nacional-socialismo ele acusou seus propósitos assassinos
internamente na Alemanha, mostrando também ao mundo quais eram seus objetivos. Seu
encontro com o papa Pio XI em 1937 culminou com a criação da encíclica, “Mit
Brennender Sorge”. Esta
encíclica demonstra que a Igreja Católica Apostólica Romana foi uma das
primeiras, senão a primeira instituição ocidental a acusar o regime nazista por
não reconhecer direitos naturais e ferir profundamente a dignidade humana com
sua propaganda discriminatória.
O
que escrevi acima é somente uma introdução ao tema afinal ainda estou estudando
mais detalhadamente sobre o assunto agora e queria deixa-los a par disso. Para
mais informações seguem as referências abaixo.
Referências
do Vaticano:
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/angelus/2005/documents/hf_ben-xvi_ang_20051009_po.html
http://www.vatican.va/holy_father/pius_xi/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_14031937_mit-brennender-sorge_it.html
http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_20051009_von-galen_it.html
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Pensamento avulso X
Enquanto
os "especialistas" em educação estão preocupados se os alunos do Ensino
Fundamental sabem usar bem a camisinha e recitar a cartilha politicamente
correta, desautorizando seus pais, o país permanece entre os piores nos índices
internacionais de avaliação.
O
pior disso tudo é que muitos professores compactuam com essa política
adestrando seus alunos ao invés de lhes ensinarem a serem autônomos e capazes
de evoluir social e culturalmente compreendendo bem sua língua e sabendo
utilizá-la (querendo extinguir inclusive o ensino regular de gramática).
E
ainda acham que estão ajudando os pobres, inserindo-os numa pobreza mais
daninha a pobreza cultural.
sábado, 15 de setembro de 2012
Pensamento avulso IX
Via de mão única: vários
muçulmanos enfurecidos por causa de um filme que insulta Maomé promoveram um
verdadeiro arrastão em consulados de países ocidentais. Ao invés de exigirem a
punição dos responsáveis pelos filmes, caso eles realmente houvessem cometido
um crime, saíram matando quem tivesse no caminho. O estarrecedor disso é que
milhares e até milhões de “ocidentais” justificam esta reação como justa,
talvez um pouco exagerada, mas bastante compreensível. Não há palavras para
conceituar tamanha idiotice. Enquanto exigem respeito às suas crenças, nações,
isso mesmo nações, de maioria muçulmana fazem vista grossa não apenas aos
desrespeitos praticados contra outras religiões, principalmente a cristã, mas
também aos assassinatos e condenações sumárias a todos que professam outra religião. E eu nem mencionei a
queima de bíblias, de cruzes, etc. O respeito apregoado inclusive pela ONU é uma
via de mão única....
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Palavras do Papa
Sobre as seguintes
notícias: http://fratresinunum.com/2012/08/30/papa-sugere-quando-nao-se-cre-e-melhor-ser-honesto-e-deixar-a-igreja/
Coerência. Esta palavra
parece estar cada dia mais se extinguindo do vocabulário hodierno. Perante o
quadro também cada vez mais aterrador do ponto de vista espiritual as palavras
do Papa ressoam como a voz suave do pastor que conhece suas ovelhas. Especificamente
me refiro aqui às palavras pronunciadas no discurso do Angelus (26/08/2012). O
papa citando a traição de Judas disse que este fora desonesto ao não abandonar
Jesus como outros haviam feito, tendo permanecido com Ele e O traído.
Vários motivos podem ser
apontados para explicar porque aqueles que não creem permaneçam ao lado de
Cristo ou da Igreja, entre eles cito a comodidade, a possibilidade de adquirir
reconhecimento pessoal, a vontade de modificar a estrutura da Boa Nova
adaptando-a a teorias mais atraentes ao mundo, etc. Para os que agem assim as
palavras são fortes; eles não são nada menos do que desonestos permanecendo
vinculados àquilo que não acreditam. Que aqueles que procuram minar a Igreja
por dentro escutem o papa e sejam honestos vivendo suas rebeldias fora dela,
pois aqueles que se julgam acima da própria Igreja instituída por Cristo e
sustentada pelo Espírito Santo não são dignos dela.
Mas também parece “querer
demais” que os desonestos em sua desonestidade se reconheçam enquanto tais,
pois o orgulho já criou raiz. Rezemos pelo Papa para que seja capaz de arrancar
dos lobos seus disfarces e de levar os traidores da Igreja à conversão,
enquanto há tempo.
Lino Batista
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