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sábado, 20 de junho de 2026

Mais exercícios sobre a história de Belo Horizonte

                                                                         EXERCÍCIOS


  1. Escreva em seu caderno o significado das palavras que estão sublinhadas no texto. Caso haja outra palavra que você queira procurar fique à vontade. Para essa tarefa utilize o dicionário.


  1. Por que o arraial de Nossa Senhora do Curral Del Rey era importante na época em que a mineração atraía os bandeirantes à região das “Minas Gerais”?


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  1. Por que a região em torno do Curral Del Rey era considerada boa para o desenvolvimento de atividades agrárias?


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  1. Após aportarem, muito provavelmente no porto da cidade do Rio de Janeiro, o capitão-mor Francisco Homem Del Rey e o piloto da nau Nossa Senhora da Boa Viagem, Luís de Figueiredo Monterroyo, dirigiram-se a Minas Gerais em busca de riquezas. Sabendo disso, faça uma seta do Rio de Janeiro a Belo Horizonte. Faça também uma rosa dos ventos do lado do mapa escrevendo se os navegantes foram para o sul, norte, leste ou oeste:


sexta-feira, 19 de junho de 2026

Apostila de História de Belo Horizonte para crianças - cap. IV

 CAPÍTULO 4: NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM DO CURRAL DEL REY


Belo Horizonte, como outras centenas de cidades brasileiras, sempre foi marcada pela devoção católica. Por mais pecadores que os homens da época fossem, não deixavam de agradecer a Deus pelo sucesso das expedições que faziam. Podemos incluir os bandeirantes entre esses homens, como  foi João Leite da Silva Ortiz, um bandeirante de origem paulista que, como vimos no capítulo anterior, foi um dos nomes de destaque na história de Belo Horizonte.


Em meio à busca pelo ouro nas “minas gerais”, o território que hoje chamamos de Belo Horizonte foi sendo ocupado como um local de produção rural de alimentos para os mineradores da época que transitavam entre a Vila Rica (Ouro Preto) e Sabará. Por ser uma terra com água em boa quantia, com vários córregos e ribeirões, a existência de fazendas e hortas era favorecida. Com isso o povoamento da região ocorreu em torno dessas atividades agrárias. No capítulo anterior vimos que duas versões da história são contadas, mas quanto aos documentos disponíveis do período sabemos que:


“Conseqüentemente, o que está provado é que a freguesia¹ da Boa Viagem foi criada pelo Cabido² Sede Vacante do Rio de Janeiro anteriormente a 1714: foi proposta para capela curada em 1721; foi de novo freguesia em 1723; sendo erigida em nova vigararia³ colada, pelo rei, em 1752.” (BARRETO, Belo Horizonte, p. 161)


No período em que a Igreja Católica contava com o respeito dos líderes do povo, esse reconhecimento da freguesia da Boa Viagem representava muito para a população local, já que haveria a presença de um padre (cura) para atender os fiéis e a garantia de que o governo reconheceria a legitimidade do arraial.


1) Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral Del Rey


Como foi dito no início do capítulo, a devoção católica era um marco do Brasil na época em que era colônia de Portugal e a terra que seria chamada de Belo Horizonte futuramente não era diferente. A Arquidiocese de Belo Horizonte nos conta que a devoção a Nossa Senhora da Boa Viagem é uma herança recebida do viajante e navegador português Francisco Homem del Rey que tendo sobrevivido aos grandes desafios em meio ao mar, trouxe consigo para os pés da Serra de Congonhas (Serra do Curral) uma escultura de Nossa Senhora da Boa Viagem (imagem ao lado), onde foi construída uma pequena capela de pau a pique. De acordo com a Arquidiocese: “Essa imagem é a mesma que hoje se encontra no altar do lado direito do templo (lado da Epístola)” (ARQUIDIOCESE DE BELO HORIZONTE, Antiga Sé da Boa Viagem, s.p.). 

A devoção à Nossa Senhora da Boa Viagem foi crescendo de tal forma que a capela não mais comportava a quantidade de peregrinos, principalmente tropeiros que a visitavam. Os tropeiros eram homens que trafegavam em tropas ou comitivas com mulas e outros animais de gado. Junto aos bandeirantes, os tropeiros foram responsáveis pela criação de cidades no interior do Brasil à medida em que eram criadas vendas e outros comércios ao longo do caminho percorrido pelos tropeiros, que levavam gado e outras mercadorias para serem comercializadas de uma região para outra. O Curral Del Rey foi um desses caminhos percorridos pelos tropeiros.

Como dissemos, a primeira capela construída em honra a Nossa Senhora da Boa Viagem não foi suficiente pelo número de pessoas que a ela frequentavam. Com isso, em 1755 uma nova capela foi construída no lugar da que havia sido erigida em 1752. Pelo que nos conta a história da Arquidiocese de Belo Horizonte, essa construção perdurou até a época em que o então arraial passou a ser capital do estado.

Podemos notar nessa história a importância dada pelos habitantes à figura de Nossa Senhora que era invocada como protetora dos viajantes que passavam pela região. Tal era a importância da Mãe de Deus, tanta que antes de ser conhecido como Curral Del Rey, o arraial era conhecido pelo nome: “Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral Del Rey”.  

¹ Freguesia é uma palavra que tem origem latina significando “filho da Igreja”.  Esse nome indica um povoamento mínimo e é até hoje utilizado em Portugal.

² Cabido é um conjunto de cônegos, ou seja, de padres com certas responsabilidades numa catedral.

³ Conjunto de paróquias com vigários (administradores paroquiais).


ATIVIDADE


  1. Leia o poema abaixo e em seguida faça o que se pede:


Belo Horizonte bem querer

Henriqueta Lisboa

Em certo planalto agreste 

ao pé de montes de ferro, 

ladeando bichos selvagens 

ressoam botas de couro 

firmes passos bandeirantes. 

João Leite da Silva Ortiz 

- paulista de alta linhagem - 

com soberba marcha à frente. 

Mil setecentos e um 

dia de sol com rubis 

flamejando no horizonte. 

[...]

Brancos pardos pretos índios 

de mãos dadas em ciranda 

de vencida palmo a palmo 

vão alargando o Cercado 

desde o Serro das Congonhas 

às plagas da Alagoinha.

(Poema de 1972, trechos selecionados)


  1. PINTE com a mesma cor duas palavras que rimam entre si no poema.

  2. CIRCULE o título.

  3. MARQUE um X no nome da autora do poema.

  4. Brancos, pardos, pretos e índios viviam em conflito de acordo com o poema?

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  1. Quem foi João Leite da Silva Ortiz mencionado pela autora?

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2) REESCREVA o poema no caderno de caligrafia.


segunda-feira, 1 de junho de 2026

Apostila de História de Belo Horizonte para crianças - cap. III

 CAPÍTULO 3: BELO HORIZONTE ANTES DE SUA EMANCIPAÇÃO ¹


No exercício do capítulo anterior você teve que descobrir através da imagem quais são as diferenças entre o espaço urbano e o espaço rural. Com a tecnologia atual podemos considerar que essas diferenças diminuíram, mas é importante entender que elas ainda existem. Uma área urbana é dominada por prédios, construções e indústrias como dissemos no capítulo anterior. Já a área rural possui elementos como plantações, criação de animais como bois, ovelhas e cavalos, com pasto abundante para que esses animais se alimentem. No espaço rural as moradias são mais afastadas, em geral, fazendas e sítios.

Partindo dessa diferença podemos dizer que a cidade de Belo Horizonte (BH) é uma cidade altamente urbanizada, já que a maior parte de sua população vive em área urbana. Sabendo também que BH foi uma cidade planejada podemos entender melhor como foi esse processo de urbanização ao longo de sua história, o que nos leva à pergunta: como BH foi criada?


  1. A ideia de uma nova capital


Durante muitas décadas a capital da província ou estado de Minas Gerais foi a cidade de Ouro Preto. No entanto, os governantes consideraram que seria necessário mudar a sede do governo. Em meio à essa procura decidiram criar uma nova cidade e com isso resolveram que ela seria feita no local que se chamava Arraial do Curral del Rey. Com isso podemos dizer que a história de nossa cidade se inicia antes mesmo dela ter sido escolhida para ser a capital do estado de Minas Gerais. 


  1. O que havia antes da fundação da cidade de Belo Horizonte? 

A cidade foi inaugurada em 12 de dezembro de 1897 (mil oitocentos e noventa e sete), mas há registros que mostram que no mínimo 196 anos antes dessa data, ou seja, em 1701 (mil setecentos e um) já havia presença mínima de civilização no território da atual cidade de Belo Horizonte. Antes dessa data há poucos registros confiáveis, mas escavações arqueológicas próximas ao bairro do Horto e Santa Inês, onde se encontra atualmente o museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG, dão indícios de que havia presença de indígenas na região.


Quanto a esse início do Curral Del Rey, antigo nome pelo qual a região era conhecida antes, há duas versões que apontam dois nomes diferentes que teriam povoado a região primeiro. Uma das versões destaca o nome do bandeirante João Leite da Silva Ortiz, enquanto  a outra indica o nome do português Francisco Homem Del Rey. Ambos de fato estiveram na região, mas adotamos a versão do grande historiador da origem de Belo Horizonte, Abílio Barreto, que afirmava ser João Leite S. Ortiz o desbravador da região.

Ortiz de acordo com documentos da época teria recebido autorização do governador Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho, representante da Coroa Portuguesa, para explorar as terras que futuramente pertenceriam a Belo Horizonte. Essa autorização ocorreu em 1711 (mil setecentos e onze) e o povoado criado por Ortiz ficava localizado aos pés da Serra das Congonhas, que posteriormente foi renomeada como Serra do Curral.

A outra versão aponta que Francisco Homem Del Rey teria sido o pioneiro na povoação do Curral del Rey, pois anteriormente havia somente a Fazenda do Cercado onde hoje se localiza o bairro Nova Cintra. Conforme indicam os documentos ele teria obtido autorização da coroa portuguesa para se estabelecer em 1709, no local que receberia o nome Curral Del Rey em sua homenagem.

Independentemente de qual deles foi mais importante na história de Belo Horizonte, fato é que houve povoamento e desenvolvimento na região antes mesmo de sua inauguração como cidade independente. 


1-  Emancipação: ato de tornar um distrito ou local um município sem dependência de outro município ou cidade.Com isso o local que foi emancipado passa a ter sua própria prefeitura e leis municipais.


EXERCÍCIOS


  1. Escreva em seu caderno o significado das palavras que estão sublinhadas no texto. Caso haja outra palavra que você queira procurar fique à vontade. Para essa tarefa utilize o dicionário.


  1. Qual era o nome do local escolhido para se tornar capital de Minas Gerais antes de mudar o nome para Belo Horizonte?


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  1. Qual era o nome da serra em cuja base foi construído um arraial por volta do ano 1701 (mil setecentos e um)?


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O QUE É UMA ESCAVAÇÃO ARQUEOLÓGICA?

É uma pesquisa feita por cientistas que buscam descobrir objetos deixados por povos mais antigos que habitavam a região pesquisada. Os arqueólogos com muito cuidado cavam o solo em busca desses objetos.


  1. O que foi encontrado nas escavações arqueológicas realizadas nos bairros Horto e Santa Inês?


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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Pensamento avulso CLIII

As melhores histórias infantis foram criadas por homens velhos que não envelheceram.

sábado, 23 de maio de 2026

Pensamento avulso CLII

A tese ou doutrina da dupla verdade obteve vitória com a filosofia moderna e hoje, no ápice da filosofia pós-moderna, encontra o seu ocaso. Isso dá com a própria derrocada da busca pela verdade. Outrora Nietzsche anunciava morte de Deus, hoje Ele encontra-se "morto" no coração duro de quem vira o rosto à Verdade, ou seja, ao próprio Deus.

De duas verdades chegamos a verdade nenhuma!

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Apostila de História de Belo Horizonte para crianças - cap. II

 CAPÍTULO 2: NOSSA CIDADE, NOSSA HISTÓRIA


Você sabe o que é uma cidade? Como ela é feita?


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O ser humano é um ser sociável desde sua criação, tanto que Deus percebendo a tristeza de Adão lhe deu uma companheira: Eva. Essa característica humana fez com que ao longo da história o homem fosse criando grupos como tribos, comunidades e cidades. Um filósofo e sábio pagão chamado Aristóteles chegou a afirmar que a vida social é o melhor modo para que o homem alcance a verdadeira felicidade e uma vida boa, ou seja, uma vida virtuosa. Com isso, o objetivo de uma cidade é possibilitar que seus moradores vivam em paz exercendo a virtude da justiça e alcançando o bem comum.

Infelizmente no mundo moderno em que vivemos a ideia de que a sociedade política deve visar o bem comum se perdeu, mas é preciso retomar essa ideia para que nossas cidades sejam melhores para vivermos.


  1. Afinal o que é uma cidade?


A área urbana, também conhecida como cidade, é um território em que um conjunto de pessoas, chamadas de cidadãos, convivem. Na Antiguidade tais territórios eram cercados por muros para abrigar seus habitantes de ameaças externas. Atualmente as cidades não possuem tais muros, mas continuam reunindo as pessoas num espaço em comum protegido por representantes da lei como policiais e bombeiros. 

A paisagem das cidades tem por característica ter muitas construções humanas como casas, prédios e indústrias, diferenciando a área urbana da área rural. Apesar disso, muitas cidades possuem parques que preservam a paisagem natural original como podemos observar na imagem ao lado que retrata o Parque Serra do Curral em Belo Horizonte. 


Uma cidade é geralmente formada por bairros, distritos e vilas que podem ser divididas em regiões como acontece em nossa cidade. As cidades são administradas pelos prefeitos e suas leis são criadas e organizadas pelos vereadores. 

 

  1. Como surgiu Belo Horizonte?


Cada cidade possui sua história e a nossa própria história caminha em conjunto com a história da cidade em que vivemos. No nosso caso iremos estudar a história de Belo Horizonte que foi uma cidade planejada para ser capital do estado de Minas Gerais no século dezenove (a lei para mudança foi promulgada em 1893). Antes de continuarmos escreva abaixo algo que você sabe sobre a nossa cidade e que gostaria de compartilhar com seus amigos:


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EXERCÍCIOS

  1. Escreva em seu caderno o significado das palavras que estão sublinhadas no texto. Caso haja outra palavra que você queira procurar fique à vontade. Para essa tarefa utilize o dicionário.


  1. Olhe com atenção para a imagem abaixo e responda em seu caderno: Quais as diferenças entre a área urbana e a área rural?



  1. Como o texto retrata, mesmo em áreas urbanas é comum que haja parques ou praças com áreas verdes que permitem à população ter contato com árvores, pássaros e outros seres comuns em áreas rurais e de mata. Sabendo disso, ESCREVA em seu caderno se você já visitou algum parque em Belo Horizonte. Faça um relato criativo desse passeio.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Apostila de História de Belo Horizonte para crianças - cap. I

 CAPÍTULO 1: COMO A HISTÓRIA É FEITA?


Você gosta de ouvir ou contar histórias? Quais são suas histórias preferidas?


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O ser humano foi criado por Deus que lhe deu muitos talentos e um desses grandes talentos é a capacidade que a inteligência humana tem para criar e contar histórias. Ao longo dos tempos o ser humano criou formas de contar essas histórias sejam de ficção ou relatos de fatos ocorridos. 

Nas aulas de história estudamos principalmente a história de fatos ocorridos desde a Criação. Para que essa história seja repassada pelas gerações dois modos principais de transmissão do conhecimento histórico foram utilizados: a transmissão oral e a transmissão escrita. A primeira forma acontece quando as pessoas contam o que viram para outras, principalmente quando os mais velhos, em geral os idosos, falam para seus filhos, netos e outras pessoas o que aconteceu.

A segunda forma surge junto com a escrita que permitiu aos seres humanos transmitirem seus conhecimentos para as gerações futuras por meio de símbolos como letras, hieróglifos e ideogramas. Essa invenção facilitou muito o modo de contar as histórias, mas nem por isso podemos dizer que foi fácil manter todo esse material. Além disso, foi preciso mais do que preservar o que se escreveu, foi necessário preservar também as fontes históricas que servem de base para o trabalho de contar histórias, como veremos a seguir.


  1. Fontes históricas:


Podemos dizer que tudo aquilo que o homem produz ou até mesmo materiais da própria natureza servem como fontes para o historiador, ou seja, para aquele que pesquisa história. Tais materiais como utensílios de cozinha, armas e ferramentas de trabalho ou caça são as fontes que servem para que o historiador possa reconstruir e entender o período histórico que está estudando. Todos esses materiais formam o que chamamos de documento histórico. É importante dizer que nem todas as fontes históricas são materiais, ou seja, há fontes que não podemos tocar. Um exemplo disso são as festas juninas, em que nós católicos festejamos grandes santos como S. João Batista, S. Antônio, S. Pedro e S. Paulo. Os balões, os estandartes, as comidas nós podemos tocar, mas a festa em si não. Tudo isso também serve ao historiador como fonte histórica.


  1. Belo Horizonte:


A partir do conhecimento adquirido sobre as formas de se transmitir a História e suas fontes iremos começar a percorrer um percurso incrível de conhecimento começando pela cidade em que vivemos, por isso, a partir do próximo capítulo iremos estudar com maior profundidade a história de Belo Horizonte.



EXERCÍCIOS


  1. Transformando história oral em escrita: converse com alguém da sua casa sobre alguma história que ela saiba acerca da cidade de Belo Horizonte. Em seguida transcreva em seu caderno de História o relato que você ouviu. Aproveite também para ilustrar o relato. 


  1. Também em seu caderno escreva o significado das palavras que estão sublinhadas no texto. Caso haja outra palavra que você queira procurar fique à vontade. Para essa tarefa utilize o dicionário.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Apostila de História de Belo Horizonte para crianças - capa

        APOSTILA DE HISTÓRIA

           A capital das Minas Gerais   

Para crianças



Largo da Igreja Matriz da Boa Viagem. Autoria anônima. [1895]. Acervo MhAB, Coleção Comissão Construtora da Nova Capital. 




Apostila elaborada pelo professor Cleverson F. Lino Batista


sábado, 16 de maio de 2026

Pensamento avulso CLI

Quando afirmações simples retiradas de um dos fundamentos mais sólidos da civilização Ocidental são rechaçadas, canceladas e até mesmo criminalizadas, já ficou evidente que tal civilização está próxima de seu fim ou profundo declínio que arrasta e arrastará gerações.

Isso fica manifesto quando um padre cita ipsis litteris trechos da Bíblia e, por isso, é acusado de fobias mil. O que os ignorantes acusadores não percebem é que a própria moralidade elencada por ele para tais acusações, não passa de uma distorção dos valores dessa mesma Bílbia que buscam anular. 

Um exemplo claro disso é a noção de amor ao próximo e mesmo ao inimigo. Pode até haver proposições semelhantes em outras culturas ou religiões, mas em nenhuma delas o próprio Deus feito Homem leva ao extremo esse amor. E é justamente sobre esse ato que se constrói todo o sistema de valores cristãos que hoje os detratores do cristianismo usam contra os próprios cristãos. 

Obviamente o fazem sob a criteriosa orientação do "Pai da Mentira"!   

sábado, 2 de maio de 2026

Pensamento avulso CL

Em plena "era da ciência", do arrogante homem pós-moderno, o pensamento mágico ainda impera. Um exemplo: tem gente que acha que a promulgação de uma lei implica sua imediata ação no mundo.
Lembremos-nos de Tácito: "Corruptissima re publica plurimae leges".

domingo, 26 de abril de 2026

Pensamento avulso CXLIX

A tese ou doutrina dos dois gládios (espadas) é infinitamente superior às de Maquiavel, Locke e Hobbes, dentre outros autores modernos no âmbito da Ciência Política. 

Por que deveríamos nos render à cisão que gerou uma política desprovida de moralidade como o maquiavelismo?

Pelos frutos conhecemos a árvore e os frutos da política moderna são podres.

sábado, 18 de abril de 2026

Considerações ao católico que ensina e educa - parte II

    Terminamos¹ a primeira parte com a afirmação do Doutor Angélico segundo a qual possuímos inclinações naturais ao bem, às virtudes. No entanto, como também mencionamos o pecado original desorientou essa inclinação sucedendo em nós o que afirma o Apóstolo S. Paulo: “Porque eu não faço o bem que quero, mas faço o mal que não quero” (Rm. 7, 19). A verdadeira educação é necessária, pois para nos orientar ao bem por meio da prática constante e habitual da virtude, o que se dá na dimensão da vontade. Tal constatação é anterior à verdade revelada, como fica demonstrado pelo filósofo pagão Aristóteles que nos diz algo assim na sua obra, “Ética a Nicômaco”.
    Passamos então ao âmbito da inteligência que deve ser precedida pela análise da sensibilidade, pois como nos indica S. Tomás de Aquino o conhecimento se inicia pelo apuro dos sentidos. Com isso, a educação católica como nos ensina a Santa Igreja começa pela beleza e ordem na pintura, na música, vide o gregoriano, e na arquitetura. A abstração das ciências e da lógica, inclusive da linguagem precisa da concretude das coisas sensíveis retamente ordenadas. Um exemplo prático numa aula de matemática pode ser o estudo do eixo simétrico iniciado pela observação de uma borboleta.
    O professor antes de situar o desenho de uma borboleta num plano cartesiano poderia mostrar uma borboleta real e indicar que essa beleza é parte da criação divina relembrando a passagem do Gênesis onde o Senhor após criar o mundo viu que tudo era bom. A bondade se expressa na beleza da ordem e da proporção conforme o Criador. A educação católica passa necessariamente por esse reconhecimento de que todo conhecimento verdadeiro vem de Deus e nos leva de volta a Ele, afinal como diz a glosa de S. Ambrósio toda verdade provém do Espírito Santo. O que há de mais “seco” e árduo na ciência pode nos apontar, dar indícios do criador. Se o professor particularmente e o educador genericamente conseguirem inspirar seus alunos a essa constatação, grande parte do seu trabalho está feito.


  1. Essa segunda parte só foi em parte desenvolvida durante a palestra sendo complementada a posteriori. ^

terça-feira, 31 de março de 2026

O branco e o samba

 Dia desses em diversas redes sociais apareceram influenciadores com uma espécie de campanha questionando a presença de pessoas brancas em rodas de samba. Em formato de entrevistas tais influenciadores, entre os quais até deputados, perguntaram aos entrevistados, a maioria deles pardos, se deve ser permitida ou incentivada a presença de brancos no ambiente do samba.

Aproveitando a polêmica durante uma aula de antropologia acerca da tese de Gilberto Freyre e sua posição a respeito da miscigenação no Brasil, propus analisarmos essa tentativa de segregação com base em “raça” que tem sido espalhada e estimulada por certos intelectuais brasileiros, ironicamente com base em realidades alheias ao próprio Brasil. 

Inicialmente apresentei o problema mostrando como muitos entrevistados, aparentemente imersos numa bolha, diga-se de passagem, corroboraram a ideia e sobretudo a prática de evitar completamente ou ao menos minimizar a participação de brancos em sambas.

A mim não surpreendeu o fato da maior parte dos alunos não concordarem com tal segregação, apesar de pisar em ovos para o dizer. Com base então na obra de Freyre destaquei que historicamente essa querela acerca de “brancos no samba” é um “não-problema”, uma tentativa racialista e segregacionista que não faz sentido algum para quem tem o mínimo conhecimento da história do Brasil e que tem pouquíssima que seja sensibilidade musical. Terminei por “aí” a introdução crítica ao tema não sem antes apresentar a posição daqueles que consideram que o samba deveria ser uma forma de resistência negra ao sempre opressor homem branco.

Antes porém de prosseguir com o que fiz em sala cabe aqui um acréscimo. Como parte considerável dos problemas ou melhor, “não-problemas” levantados por intelectuais pós-modernos, mistura-se entes de razão com entes de fato muitas vezes aplicando questões referentes a determinado contexto a outros contextos distintos, idealizando-os. É o que vemos nesse caso particular que opõem samba/negro de um lado e homem branco de outro como se o samba como gênero musical genuinamente brasileiro não contasse em sua estrutura rítmica com instrumentos originalmente portugueses, como o cavaquinho. É nesse sentido que falo da confusão, a meu ver proposital, entre ente de fato e de razão, afinal num procedimento abstrato equivocado tomam como existente na realidade, ou seja, factualmente um negro ideal desvinculado do processo histórico que formou um povo miscigenado no Brasil. Tomam uma abstração (ente de razão) como se existente fosse (ente de fato). No caso particular do samba, anulam nomes grandiosos na história desse gênero musical como Noel Rosa, Adoniran Barbosa, Benito Di Paula e Clara Nunes.

Partindo desse pano de fundo que expus brevemente, mostrei aos alunos três canções: um fado português, um chorinho e um samba que encontram-se referenciados ao fim do texto. Ao executar as canções pedi que eles observassem a semelhança melódica delas e questionando ao encerrar se “samba deveria ser proibido para brancos”. Convido também o meu leitor a acessar as músicas e tirar suas próprias conclusões.

Em minha visão somente a demonstração clarividente das nossas raízes culturais podem nos livrar das propostas segregacionistas do novo racismo, o racialismo, que busca substituir anacronicamente o racismo científico, que sob a capa elegante da sofisticação acadêmica quer novamente separar as pessoas com base na cor da pele. Somente o estudo criterioso da real história brasileira pode nos livrar desse divisionismo.


Canções:

Confira: Fado Menor por Amália Rodrigues em Amazon Music:

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Confira: Lamentos por Jacob do Bandolim & Pixinguinha em Amazon Music

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Confira O Mundo é Um Moinho (2023 Remastered) por Cartola em Amazon Music

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