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terça-feira, 19 de maio de 2026

Apostila de História de Belo Horizonte para crianças - cap. I

 CAPÍTULO 1: COMO A HISTÓRIA É FEITA?


Você gosta de ouvir ou contar histórias? Quais são suas histórias preferidas?


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O ser humano foi criado por Deus que lhe deu muitos talentos e um desses grandes talentos é a capacidade que a inteligência humana tem para criar e contar histórias. Ao longo dos tempos o ser humano criou formas de contar essas histórias sejam de ficção ou relatos de fatos ocorridos. 

Nas aulas de história estudamos principalmente a história de fatos ocorridos desde a Criação. Para que essa história seja repassada pelas gerações dois modos principais de transmissão do conhecimento histórico foram utilizados: a transmissão oral e a transmissão escrita. A primeira forma acontece quando as pessoas contam o que viram para outras, principalmente quando os mais velhos, em geral os idosos, falam para seus filhos, netos e outras pessoas o que aconteceu.

A segunda forma surge junto com a escrita que permitiu aos seres humanos transmitirem seus conhecimentos para as gerações futuras por meio de símbolos como letras, hieróglifos e ideogramas. Essa invenção facilitou muito o modo de contar as histórias, mas nem por isso podemos dizer que foi fácil manter todo esse material. Além disso, foi preciso mais do que preservar o que se escreveu, foi necessário preservar também as fontes históricas que servem de base para o trabalho de contar histórias, como veremos a seguir.


  1. Fontes históricas:


Podemos dizer que tudo aquilo que o homem produz ou até mesmo materiais da própria natureza servem como fontes para o historiador, ou seja, para aquele que pesquisa história. Tais materiais como utensílios de cozinha, armas e ferramentas de trabalho ou caça são as fontes que servem para que o historiador possa reconstruir e entender o período histórico que está estudando. Todos esses materiais formam o que chamamos de documento histórico. É importante dizer que nem todas as fontes históricas são materiais, ou seja, há fontes que não podemos tocar. Um exemplo disso são as festas juninas, em que nós católicos festejamos grandes santos como S. João Batista, S. Antônio, S. Pedro e S. Paulo. Os balões, os estandartes, as comidas nós podemos tocar, mas a festa em si não. Tudo isso também serve ao historiador como fonte histórica.


  1. Belo Horizonte:


A partir do conhecimento adquirido sobre as formas de se transmitir a História e suas fontes iremos começar a percorrer um percurso incrível de conhecimento começando pela cidade em que vivemos, por isso, a partir do próximo capítulo iremos estudar com maior profundidade a história de Belo Horizonte.



EXERCÍCIOS


  1. Transformando história oral em escrita: converse com alguém da sua casa sobre alguma história que ela saiba acerca da cidade de Belo Horizonte. Em seguida transcreva em seu caderno de História o relato que você ouviu. Aproveite também para ilustrar o relato. 


  1. Também em seu caderno escreva o significado das palavras que estão sublinhadas no texto. Caso haja outra palavra que você queira procurar fique à vontade. Para essa tarefa utilize o dicionário.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Apostila de História de Belo Horizonte para crianças - capa

        APOSTILA DE HISTÓRIA

           A capital das Minas Gerais   

Para crianças



Largo da Igreja Matriz da Boa Viagem. Autoria anônima. [1895]. Acervo MhAB, Coleção Comissão Construtora da Nova Capital. 




Apostila elaborada pelo professor Cleverson F. Lino Batista


sábado, 16 de maio de 2026

Pensamento avulso CLI

Quando afirmações simples retiradas de um dos fundamentos mais sólidos da civilização Ocidental são rechaçadas, canceladas e até mesmo criminalizadas, já ficou evidente que tal civilização está próxima de seu fim ou profundo declínio que arrasta e arrastará gerações.

Isso fica manifesto quando um padre cita ipsis litteris trechos da Bíblia e, por isso, é acusado de fobias mil. O que os ignorantes acusadores não percebem é que a própria moralidade elencada por ele para tais acusações, não passa de uma distorção dos valores dessa mesma Bílbia que buscam anular. 

Um exemplo claro disso é a noção de amor ao próximo e mesmo ao inimigo. Pode até haver proposições semelhantes em outras culturas ou religiões, mas em nenhuma delas o próprio Deus feito Homem leva ao extremo esse amor. E é justamente sobre esse ato que se constrói todo o sistema de valores cristãos que hoje os detratores do cristianismo usam contra os próprios cristãos. 

Obviamente o fazem sob a criteriosa orientação do "Pai da Mentira"!   

sábado, 2 de maio de 2026

Pensamento avulso CL

Em plena "era da ciência", do arrogante homem pós-moderno, o pensamento mágico ainda impera. Um exemplo: tem gente que acha que a promulgação de uma lei implica sua imediata ação no mundo.
Lembremos-nos de Tácito: "Corruptissima re publica plurimae leges".

domingo, 26 de abril de 2026

Pensamento avulso CXLIX

A tese ou doutrina dos dois gládios (espadas) é infinitamente superior às de Maquiavel, Locke e Hobbes, dentre outros autores modernos no âmbito da Ciência Política. 

Por que deveríamos nos render à cisão que gerou uma política desprovida de moralidade como o maquiavelismo?

Pelos frutos conhecemos a árvore e os frutos da política moderna são podres.

sábado, 18 de abril de 2026

Considerações ao católico que ensina e educa - parte II

    Terminamos¹ a primeira parte com a afirmação do Doutor Angélico segundo a qual possuímos inclinações naturais ao bem, às virtudes. No entanto, como também mencionamos o pecado original desorientou essa inclinação sucedendo em nós o que afirma o Apóstolo S. Paulo: “Porque eu não faço o bem que quero, mas faço o mal que não quero” (Rm. 7, 19). A verdadeira educação é necessária, pois para nos orientar ao bem por meio da prática constante e habitual da virtude, o que se dá na dimensão da vontade. Tal constatação é anterior à verdade revelada, como fica demonstrado pelo filósofo pagão Aristóteles que nos diz algo assim na sua obra, “Ética a Nicômaco”.
    Passamos então ao âmbito da inteligência que deve ser precedida pela análise da sensibilidade, pois como nos indica S. Tomás de Aquino o conhecimento se inicia pelo apuro dos sentidos. Com isso, a educação católica como nos ensina a Santa Igreja começa pela beleza e ordem na pintura, na música, vide o gregoriano, e na arquitetura. A abstração das ciências e da lógica, inclusive da linguagem precisa da concretude das coisas sensíveis retamente ordenadas. Um exemplo prático numa aula de matemática pode ser o estudo do eixo simétrico iniciado pela observação de uma borboleta.
    O professor antes de situar o desenho de uma borboleta num plano cartesiano poderia mostrar uma borboleta real e indicar que essa beleza é parte da criação divina relembrando a passagem do Gênesis onde o Senhor após criar o mundo viu que tudo era bom. A bondade se expressa na beleza da ordem e da proporção conforme o Criador. A educação católica passa necessariamente por esse reconhecimento de que todo conhecimento verdadeiro vem de Deus e nos leva de volta a Ele, afinal como diz a glosa de S. Ambrósio toda verdade provém do Espírito Santo. O que há de mais “seco” e árduo na ciência pode nos apontar, dar indícios do criador. Se o professor particularmente e o educador genericamente conseguirem inspirar seus alunos a essa constatação, grande parte do seu trabalho está feito.


  1. Essa segunda parte só foi em parte desenvolvida durante a palestra sendo complementada a posteriori. ^

terça-feira, 31 de março de 2026

O branco e o samba

 Dia desses em diversas redes sociais apareceram influenciadores com uma espécie de campanha questionando a presença de pessoas brancas em rodas de samba. Em formato de entrevistas tais influenciadores, entre os quais até deputados, perguntaram aos entrevistados, a maioria deles pardos, se deve ser permitida ou incentivada a presença de brancos no ambiente do samba.

Aproveitando a polêmica durante uma aula de antropologia acerca da tese de Gilberto Freyre e sua posição a respeito da miscigenação no Brasil, propus analisarmos essa tentativa de segregação com base em “raça” que tem sido espalhada e estimulada por certos intelectuais brasileiros, ironicamente com base em realidades alheias ao próprio Brasil. 

Inicialmente apresentei o problema mostrando como muitos entrevistados, aparentemente imersos numa bolha, diga-se de passagem, corroboraram a ideia e sobretudo a prática de evitar completamente ou ao menos minimizar a participação de brancos em sambas.

A mim não surpreendeu o fato da maior parte dos alunos não concordarem com tal segregação, apesar de pisar em ovos para o dizer. Com base então na obra de Freyre destaquei que historicamente essa querela acerca de “brancos no samba” é um “não-problema”, uma tentativa racialista e segregacionista que não faz sentido algum para quem tem o mínimo conhecimento da história do Brasil e que tem pouquíssima que seja sensibilidade musical. Terminei por “aí” a introdução crítica ao tema não sem antes apresentar a posição daqueles que consideram que o samba deveria ser uma forma de resistência negra ao sempre opressor homem branco.

Antes porém de prosseguir com o que fiz em sala cabe aqui um acréscimo. Como parte considerável dos problemas ou melhor, “não-problemas” levantados por intelectuais pós-modernos, mistura-se entes de razão com entes de fato muitas vezes aplicando questões referentes a determinado contexto a outros contextos distintos, idealizando-os. É o que vemos nesse caso particular que opõem samba/negro de um lado e homem branco de outro como se o samba como gênero musical genuinamente brasileiro não contasse em sua estrutura rítmica com instrumentos originalmente portugueses, como o cavaquinho. É nesse sentido que falo da confusão, a meu ver proposital, entre ente de fato e de razão, afinal num procedimento abstrato equivocado tomam como existente na realidade, ou seja, factualmente um negro ideal desvinculado do processo histórico que formou um povo miscigenado no Brasil. Tomam uma abstração (ente de razão) como se existente fosse (ente de fato). No caso particular do samba, anulam nomes grandiosos na história desse gênero musical como Noel Rosa, Adoniran Barbosa, Benito Di Paula e Clara Nunes.

Partindo desse pano de fundo que expus brevemente, mostrei aos alunos três canções: um fado português, um chorinho e um samba que encontram-se referenciados ao fim do texto. Ao executar as canções pedi que eles observassem a semelhança melódica delas e questionando ao encerrar se “samba deveria ser proibido para brancos”. Convido também o meu leitor a acessar as músicas e tirar suas próprias conclusões.

Em minha visão somente a demonstração clarividente das nossas raízes culturais podem nos livrar das propostas segregacionistas do novo racismo, o racialismo, que busca substituir anacronicamente o racismo científico, que sob a capa elegante da sofisticação acadêmica quer novamente separar as pessoas com base na cor da pele. Somente o estudo criterioso da real história brasileira pode nos livrar desse divisionismo.


Canções:

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