As pessoas ainda tratam o PT como um partido marginal,
formado por idealistas acima de qualquer suspeita. O PT seria então o arauto da
moralidade e enquanto tal um eterno perseguido pela elite. Se essa ideia não
faz jus ao partido em seus primórdios, faz menos sentido ainda nos dias de
hoje. Como um partido que elege presidentes há doze anos, tem no senado uma
base aliada gigantesca e o apoio de "pequenas" empresas como a
Odebrecht é um partido perseguido? Falta para tais pessoas o senso de proporções.
Qual a elite faz frente a esse tipo de política atual? Algum professor
secundarista que não recebe nem o suficiente para declarar imposto de renda? É
isso que chamo de elite econômica e política!
Em busca de sabedoria em tempos de relativismo professo. Talvez um pouco de classicismo seja necessário, um retorno aos paradigmas perdidos... Procuro dessa forma momentos de lucidez para além de razões e desrazões extremadas. Neste blog coloco à vossa disposição textos de minha autoria nos quais como católico apostólico romano busco alcançar sabedoria verdadeira. Com a graça de Deus poderei combater o bom combate contra a mentira que reina quase absoluta hodiernamente. ¡VIVA CRISTO REY!
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sexta-feira, 28 de março de 2014
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Pensamento avulso XIV
Eureca!!! Descobri como resolver os problemas
do mundo. Simples e fácil: Diz-se a palavrinha mágica "diálogo" e
tudo se resolve. Exemplo: o bandido entra armado na sua casa espancando todo
mundo e você diz "amigo vamos dialogar". Num passe de mágica tudo se
resolve você senta com o bandido e lhe oferece um café, aproveita e perde
perdão a ele por não ter podido lhe oferecer uma bebida mais elegante, um vinho
do Porto, por exemplo. Quem sabe da próxima vez você tenha a oportunidade de
lhe prestar esse obséquio, afinal o culpado é você mesmo que contribui para uma
sociedade tão desigual em que os outros são obrigados a medidas extremas como
no caso roubar.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Uma nova concepção de ciência: (breve análise a partir de T. Kuhn)
Quando se fala de ciência no quotidiano ou mesmo
entre a comunidade acadêmica percebemos que as pessoas a associam com teorias e
leis infalíveis, a respostas satisfatórias e únicas para a realidade.
Certamente a ciência é um saber rigoroso e necessário nas inovações
tecnológicas, no entanto, não é o único e infalível. Ao contrário do que grande
parte de pesquisadores e leigos pensam a ciência não segue um padrão
pré-determinado de evolução e acúmulo de conhecimentos. Thomas Kuhn, por
exemplo, defende a tese de que a ciência caminha através de revoluções de
quebras de paradigmas, ou seja, se afirma em meio a tensões.
O conceito de paradigma, que é essencial para uma
crítica da ciência tem um significado bem definido, são:
[...] realizações científicas
universalmente reconhecidas que, durante algum tempo, fornecem problemas e
soluções modelares para uma comunidade de praticantes de uma ciência. (KUHN, Thomas S. A
estrutura das revoluções científicas. tradução. Beatriz V. Boeira; Nelson
Boeira. Perspectiva: São Paulo, 1975.)
A partir de um paradigma questões
metodológicas-experimentais são propostas e com isso a ciência normal se
edifica dentro desse “limite” imposto pelo paradigma, aquele que não se adequa
a ele deve trabalhar isoladamente. Antes de se consolidar o paradigma há um
período pré-paradigmático, onde teorias parciais e particulares se confrontam,
sendo importante dizer que tais teorias são influenciadas por crenças
metodológicas, ao contrário do que pensa a comunidade científica que prega sua
neutralidade.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Pensamento avulso XIII
A
Filosofia nasce do esforço de apreender do Real aquilo que ele tem de inteligível,
por isso, não se reduz a fórmulas aforísticas de autoajuda ou a discursos
pomposos, prolixos e enfadonhos sobre qualquer coisa. A Filosofia é um
empreendimento racional que visa a Verdade, sim “A Verdade”, por mais que esta
tenha se tornado um tabu, vista como uma farsa ou um desejo juvenil de épocas
perdidas. Realidade e Verdade duas buscas que permanecem no horizonte daqueles
que ainda restaram, como Quixote, à revelia do escárnio, tentando lançar-se uma
segunda vez ao mar.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Manifestar, mas para quê mesmo? 3ª parte - Final
Finalizando estas
reflexões retomo a passagem do, “Críton”, de Platão citada anteriormente.
Tentar demonstrar que se tem razão simplesmente por se ter muita gente a favor
de determinada ideia ou princípio não é um bom argumento nem nos conduz
necessariamente à verdade e a justiça. Pelo contrário se formos analisar
historicamente quando alguém ou algum grupo percebeu que poderia estimular a
multidão para que esta agisse de forma padronizada a certos estímulos levaram o
“povo” a condenar um filósofo da estirpe de Sócrates, a preferir Barrabás a
Cristo, entre tantos outros exemplos.
Não
quero dizer com isso que não se deve levar em consideração o que as pessoas
pensam, mas há que se ter cuidado com a justificativa de que a maioria sempre
tem razão ou que “a voz do povo é a voz de Deus”. Quem afirma coisas desse tipo
desconhece a noção de justiça.
Reconheço que há sim a
necessidade de que as pessoas se contraponham a um governo injusto, mas que não
façam disso um subterfúgio para implantar “justiçamentos” e espalhar pelo país
um rastro de destruição, que por mais que se repita na imprensa não é algo
advindo de vândalos infiltrados, pois é inerente ao processo revolucionário
utilizar de medidas radicais associadas a medidas aparentemente civilizadas,
para que vença de qualquer forma seja pela força ou pelo “processo democrático”.
Para terminar reitero
minhas críticas ao caráter das manifestações no Brasil que surgiram de
insatisfações apropriadas, mas que foram instrumentalizadas e careceram de
propostas palpáveis. Àqueles que gostariam de pesquisar e conhecer algum exemplo
de resistência justa menciono os cristeros
do México.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Nota relâmpago III
Ao
rememorar os 25 anos das sagrações episcopais de quatros bispos da Fraternidade
São Pio X a Fraternidade emitiu uma declaração que considero essencial para
compreendermos as razões de se afirmar que o Concílio Vaticano desestruturou a Igreja
Católica adotando elementos anticristãos como sendo cristãos. Hoje passado já
algum tempo temos ainda mais indícios do que se tinha à época do quão
perniciosas foram as inovações promovidas após o Concílio (pelos frutos
conhecemos as árvores). Recomendo a todos a leitura dessa declaração disponível
no seguinte site: http://www.fsspx.com.br/exe2/declaracao-por-ocasiao-do-25o-aniversario-das-sagracoes-episcopais-30-de-junho-de-1988-27-de-junho-de-2013/
sábado, 29 de junho de 2013
Manifestar, mas para quê mesmo? 2ª parte
Terminei a primeira parte
dessa análise dizendo que não acredito que a série de manifestações pelo Brasil
seja algo espontâneo, apesar do fato de ninguém, grupo ou pessoa ter
reivindicado sua liderança. São diversas bandeiras, milhares de reinvindicações
e isso dificulta qualquer análise sistemática. O que dá a sensação de espontaneidade
a isso é o fato de que as insatisfações populares não são recentes e vêm se
acumulando há muito tempo com os reincidentes escândalos políticos que aparecem
no país. Apesar disso como já afirmei não se pode apontar que tudo isso ocorreu
naturalmente sem intervenção de grupos que há muito tempo em nome da democracia
visam na verdade implantar um programa autoritário com o intuito de cada vez
mais estender a ação estatal até que o Estado interfira nas mais básicas ações
da vida particular.
Boa parte dos manifestantes não tem a mínima
ideia de que mesmo ao levantar bandeiras com justas reivindicações, como a diminuição
dos gastos públicos, auxiliam o projeto que em longo prazo tem o objetivo
justamente de promover o contrário. Isso
acontece porque quem está preparado para colher os frutos, menos os amargos,
dessa “revolução popular” não são aqueles que representam a vontade do povo,
são o que tem uma agenda progressista que já está sendo posta em movimento há
muito tempo.
As reações governamentais
já começaram e o populismo está “correndo solto”. Com medo do que as multidões
vão dizer já articulam projetos no sentido contrário do bom senso que deve
prevalecer, pois as multidões não são confiáveis no sentido da promoção da
justiça como nos aponta o excepcional trecho transcrito abaixo.
“Sócrates- Logo, meu
excelente amigo, não é absolutamente com o que dirá de nós a multidão que nos
devemos preocupar, mas com o que dirá a autoridade em matéria de justiça e
injustiça, a única, a Verdade em si. Assim sendo, para começar, não apontas o
bom caminho quando nos prescreves que nos inquietemos com o pensamento da
multidão a respeito do justo, do belo, do bem e de seus contrários. A multidão,
no entanto, dirá alguém, é bem capaz de nos matar.”
Fonte: Platão. Critão (Críton) ou do Dever.
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