Confesso que por alguns instantes fiquei convencido de que os
esquerdistas de que tenho notícias e que conheço pessoalmente são contrários à intervenção
militar por amor à democracia, mas me lembrei de que esses esquerdistas são os
mesmos que defendem ferozmente as ditaduras militaristas em Cuba e na Coréia do
Norte, bem como os rompantes totalitários de Maduro. Então num instante ainda
mais breve voltei à razão e suspirei para mim mesmo: “Sabe de nada inocente!”.
Em busca de sabedoria em tempos de relativismo professo. Talvez um pouco de classicismo seja necessário, um retorno aos paradigmas perdidos... Procuro dessa forma momentos de lucidez para além de razões e desrazões extremadas. Neste blog coloco à vossa disposição textos de minha autoria nos quais como católico apostólico romano busco alcançar sabedoria verdadeira. Com a graça de Deus poderei combater o bom combate contra a mentira que reina quase absoluta hodiernamente. ¡VIVA CRISTO REY!
Pesquisar este blog
sábado, 18 de abril de 2015
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Pensamento avulso XVI
Indo para o trabalho ligo o rádio a esmo e escuto uma “formadora
de opinião” dizer que o movimento contrário ao desarmamento só existe por causa
da pressão econômica da indústria de armas. Esse tipo de fala demonstra a total
incapacidade que alguns grupos têm de conceder aos outros pelo menos o
benefício da dúvida. Esse é um fenômeno comum nos debates brasileiros,
principalmente entre os militantes de esquerda que querem reduzir a posição dos
adversários a motivações egoísticas. No entanto, ao fazer isso – monopolizando a
virtude – só estão enganando a si mesmos e aos que caem desavisadamente em seus
engodos. Ao fazer isso eles estão apenas usando as próprias réguas para medirem
os outros.
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Uma breve análise da última manifestação pró-Brasil livre
O menor número de
manifestantes ontem não deve desanimar os que lutam contra a política maléfica
que infesta o país. Vejo nesse menor número não uma menor adesão à luta, mas a
manifestação de um desejo imediatista de mudanças. Alguns pensaram: “Fui
manifestar dia 15 e nada adiantou”. No entanto, ao contrário do que essas
pessoas pensam adiantou sim. O PT e seus aliados tiveram que acelerar planos,
como a reforma política sem que esse projeto tivesse amadurecido e isso pode
ser um tiro no próprio pé.
sábado, 14 de março de 2015
Conceitos Filosóficos e principais filósofos pré-socráticos
Conceitos
Filosóficos e principais filósofos pré-socráticos
Tendo em vista auxiliar as
pesquisas de meus alunos apresento a seguir a definição de alguns importantes
conceitos filosóficos que permeiam as pesquisas dos filósofos desde o início da
Filosofia. Em seguida apresento um quadro com alguns aforismos dos primeiros
filósofos:
Conceitos;
Ainda que possuíssem claras
diferenças em relação às concepções relativas aos elementos primordiais ou
mesmo à maneira como o universo se ordena, os pré-socráticos (fisiólogos) compartilhavam a adoção dos
conceitos, citados abaixo, em suas investigações filosóficas. A busca pelo
elemento primordial e pelo princípio ordenador da natureza, bem como a
utilização da razão constituem esses conceitos comuns a eles.
a) Logos (fundamento): este termo designa a razão, mas num sentido
mais amplo do que usamos hoje. Através da razão é possível se propor questões
sobre o funcionamento do mundo sem recorrer necessariamente a histórias
sobrenaturais. Utiliza-se um processo metódico e racional, ou seja, um
pensamento ordenado para conhecer o mundo.
b) Arché: significa literalmente princípio. Os primeiros filósofos
buscavam a arché, ou seja, a origem do que observamos na natureza, o seu
elemento primordial;
c) Cosmos: termo que significa ordem. Para os gregos todo universo faz
parte de uma estrutura ordenada. Os primeiros filósofos buscavam justamente
compreender esta estrutura;
d) Physis: significa natureza, mas não do modo como entendemos
atualmente. Está relacionada aos processos naturais como geração e corrupção
dos corpos, ou seja, seus movimentos.
Filósofos
pré-socráticos;
Filósofo
|
Elemento primordial/Princípio
ordenador
|
Fragmentos
|
Tales
de Mileto (625-558 a.C.)
|
Água
|
“... a água é o princípio de todas as
coisas...”.
“... todas as coisas estão cheias de
deuses...”.
|
Anaximandro de Mileto (610-546 a.C.)
|
Ápeiron
(O Ilimitado)
|
“... o ilimitado é eterno...”
“... o ilimitado é imortal e
indissolúvel...”
|
Anaxímenes de Mileto
(588-525 a.C.)
|
Ar
|
“... do ar dizia que nascem todas as
coisas existentes, as que foram e as que serão, os deuses e as coisas
divinas...”
|
Xenófanes de Cólofon (570-528 a.C.)
|
Terra
|
“... tudo sai da terra e tudo volta à
terra...”
“... tudo o que nasce e cresce é terra
e água..."
|
Heráclito de Éfeso (540-476 a.C.)
|
Fogo
|
“... tudo flui...”
“... Tudo se faz por contraste; da
luta dos contrários nasce a mais bela harmonia...”
“... descemos e não descemos nos
mesmos rios; somos e não somos...”
|
Pitágoras de Samos (571-496
a. C.)
|
Número
|
“... o princípio
das matemáticas é o princípio de todas as coisas.."
|
Parmênides de Eléia (530-460 a.C.)
|
“... pois pensar e ser é o mesmo...”
“... o ser é, e o nada, ao contrário,
nada é...”
“... resta-nos assim um único caminho:
o ser é...”
|
|
Empédocles de Agrigento (490-435 a.C.)
|
Quatro elementos:
Terra, fogo, terra e ar.
|
“... duas coisas quero dizer; às
vezes, do múltiplo cresce o uno para um único ser; outras, ao contrário, divide-se
o uno na multiplicidade..”
|
Anaxágoras de Clazomena (500-428 a.C.)
|
Homeomerias (sementes invisíveis)
|
“ ... Todas as coisas estavam juntas,
ilimitadas em número e pequenez, pois o pequeno era ilimitado...”
|
Demócrito de Abdera (460-370 a.C.)
|
Átomos (partículas indivisíveis)
|
“...os homens fizeram do acaso uma
imagem
como pretexto para a sua própria imprudência...”
|
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Grandes cientistas, homens de fé*: os testemunhos de Alexis Carrel e Jérôme Lejeune
“Este sistema belíssimo
do sol, planetas e cometas só poder ter surgido do conselho e domínio de um Ser
inteligente e poderoso. E se as estrelas fixas são centros de outras sistemas
similares, estes, sendo formados por um conselho sábio semelhante, devem estar
todos sujeitos ao domínio de Alguém, especialmente porque luz das estrelas
fixas é da mesma natureza que a luz do sol, e de cada sistema a luz passa para
todos os outros sistemas. E para evitar que os sistemas das estrelas fixas
caíssem um sobre o outro por suas gravidades, ele colocou estes sistemas a
imensas distâncias entre si.
Este Ser governa todas
as coisas, não como a alma do mundo, mas como Senhor sobre tudo.” (Isaac
Newton)
O trecho acima é retirado do livro que inaugurou a física
clássica. Se Galileu e outros iniciaram o processo foi Isaac Newton quem
sistematizou e deu contornos mais bem definidos à ciência da natureza, ainda
chamada de filosofia natural, e estabeleceu um marco na história das ciências.
Pois bem o trecho acima não parece a um leitor contemporâneo ter saído de um
livro de ciências, mais precisamente de um tão marcante, mas de um livro de
apologética cristã.
Tal
sensação ocorre porque muitas pessoas no mundo contemporâneo, acentuadamente no
ocidente, não conseguem compreender o fenômeno da fé, não conseguem dimensionar
o poder da fé, talvez porque a tentem medi-la, como o diz o ditado “com sua
própria régua”. Não que a fé seja rechaçada por completo, mas é tida como uma
motivação secundária e que só poderia ter uma explicação psicológica ou
ideológica de motivações primárias sejam econômicas como diriam os marxistas ou
pela pura ignorância como diria um Dawkins.
No
entanto a história nos mostra que grandes cientistas não negaram suas crenças
podendo citar aqui como exemplo a famosa anedota de Pasteur que lia sua Bíblia
num trem até que foi interrompido por um jovem entusiasta da modernidade para
quem a Bíblia era resquício de um período de obscurantismo e que esse jovem ao
perceber a quem se dirigia vai-se amuado, a refletir. Poderia mencionar mais
outros nomes destacando dois sacerdotes católicos Gregor Mendel, pai da
genética, e Georges Lemaître, pai da teoria do Big Bang, mas permaneçamos por
aqui.
Antes
porém de darmos sequência à temática destacando as figuras de Alexis Carrel e
Jérôme Lejeune é preciso fazer duas observações pertinentes uma delas tendo por
base o livro, “Imitação de Cristo”, de Tomás Kempis. A primeira é que a
qualidade de um trabalho científico independe da crença ou ausência de crença
do cientista. Os trabalhos de Stephen Hawking ou de Madame Curie, p. ex., não
deixam de ser bons por conta da descrença, no entanto o número de gênios
cristãos que alteraram o curso do conhecimento humano supera e muito o número
de descrentes. O segundo ponto é a necessidade da humildade, essa virtude tão
essencial, além da graça de Deus como nos diz T. Kempis: “Prefiro sentir a
contrição dentro de minha alma, a saber defini-la. Se soubesse de cor toda a
Bíblia e a sentença de todos os filósofos, de que te serviria tudo isso sem a
caridade e a graça de Deus?” (KEMPIS, 2012, p. 21).
Pois bem feitas tais
considerações analisemos os testemunhos de dois médicos e grandes cientistas
Dr. Alexis Carrel e Dr. Jérôme Lejeune que conseguiram cumprir com excelência
tanto o critério técnico/científico quanto o critério religioso/moral.
Dr. Alexis Carrel (1873-1944): o viajante de Lourdes
Homem observador e que se
viu ainda jovem tentado pelo ambiente universitário a renegar suas crenças
consideradas pueris (tendo cedido a tais argumentos) ou em termos positivistas
uma crença própria de um estágio inferior no desenvolvimento da humanidade rumo
ao conhecimento. Carrel formou-se e a revelia de seus mestres criou métodos
próprios de cirurgião tendo sido agraciado em 1912 com o prêmio Nobel de
Fisiologia ou Medicina por suas pesquisas sobre transfusão de sangue e
transplantes. O grande marco que o fez abandonar o agnosticismo e mesmo o
ateísmo foi o fato de presenciar uma cura milagrosa em Lourdes. Num desses
eventos tidos por “acaso” ele acompanhava uma jovem que ao ser banhada nas
águas da gruta de Lourdes se recuperou de um mal incurável o que abalou as
certezas científicas do jovem médico e o fez questionar o próprio valor que
atribuía às ciências naturais. Desde então inquietou-se e foi pouco a pouco
retornando à casa, pois toda conversão é apenas um voltar-se ao criador. Carrel
foi membro da Academia de Ciências do Vaticano e escreveu excelentes obras nas
quais questionou a falta de fé de sua época bem como exortou todos a orar, pois
os efeitos das orações são extraordinários.
Dr. Jérôme Lejeune (1926-1994): defensor da
vida desde a concepção
Reconhecido pelas suas
pesquisas acerca dos cromossomos, Lejeune é o principal responsável pelo
descobrimento das causas da Síndrome de Down além de ter sido pediatra e o
primeiro professor de Genética fundamental da Faculdade de Medicina de Paris.
Certamente seria agraciado pelo prêmio Nobel se não fosse por sua defesa
veemente da vida sendo, por isso, um árduo combatente contra a legalização do
aborto. Se o mundo recusou o cristianismo de Lejeune ele foi reconhecido pelo
Vaticano fazendo parte da Academia da Vida. Atualmente há um processo aberto de
beatificação além de uma importante fundação de defesa da vida com o seu nome:
“Cada uno de nosotros comienza a existir en un
momento preciso en el que toda la información genética necesaria y suficiente
la recoge una sola célula, el óvulo fecundado, y éste es el momento de la fecundación.
No hay la menor duda de ello, y sabemos que esta información está inscrita en
un tipo de listón que llamamos DNA.” Dr. Lejeune.
* Este texto foi elaborado em
vista do encontro de formação do NUEC (Núcleo de Estudos Católicos) em parceria
com o MUR (Movimento Universidades Renovadas realizado no dia 26/08 às 18h45min na Escola de Engenharia da UFMG,
bloco 4, sala 2298.
Referências:
CARREL, Alexis. A oração: seu poder e
efeitos. Porto: Tavares Martins, 1945. Titulo original: La priere.
KEMPIS,
Tomás de. Imitação de Cristo. Petrópolis:
Vozes, 2012. (Vozes de bolso).
LELOTTE,
F.. Convertidos do século XX. 2. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1966. Titulo
original: Convertis du XX siecle.
NEWTON,
Princípios matemáticos de filosofia
natural: Livros I e III/ O sistema
do mundo. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008.
Páginas
na Internet:
Suplemento publicitario pagado por Human Life
Alliance (2002)
quarta-feira, 2 de abril de 2014
O certo que virou errado ou o legal que quiseram tornar ilegal
Muito
se tem comentado na mídia sobre as declarações da jornalista Rachel
Sheherazade sobre o rapaz, menor de
idade, que foi amarrado por populares a um poste após ter cometido roubos e
furtos (aqui). E
surgiram não apenas comentários, mas gestos de apoio e também críticas, bem
como uma perseguição por parte de representantes da própria classe jornalística.
A declaração de Rachel Sheherazade
resultou
também num processo acionado pala deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) que
utiliza como base desse processo o artigo 287 do Código Penal, citado a seguir: “Art.
287 - Fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime.” [1] (Acerca do processo clique aqui).
Tal
acusação é absurda, pois, a jornalista não fez apologia de um “crime”, como explicarei
adiante, mas externou um sentimento comum a muitos brasileiros dizendo que a
atitude dos “justiceiros” foi compreensível, mas não que foi plausível ou
correta, logo não cabe lhe imputar a acusação de apologia.
Pois
bem, no caso do rapaz amarrado não ocorreu necessariamente um crime, mas a
exacerbação de um direito garantido em lei e como bem expressa o dito: “Abusus non tollit usum”... Mas que
direito é esse? Vou explicar: Pelo que me consta o decreto-lei Nº 3689[2]
que ainda se encontra em vigor, garante a qualquer cidadão brasileiro prender
quem esteja cometendo algum crime como se segue:
CAPÍTULO II
DA PRISÃO EM FLAGRANTE
Art. 301. Qualquer
do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem
quer que seja encontrado em flagrante delito.
Conclui-se
então que é permitido sim o direito de defesa da população contra meliantes em “flagrante
delito” e que isso, ao contrário do que muitos comentaristas iluminados dizem,
não constitui um “justiçamento”, mas um ato plenamente legal garantido pela
legislação vigente. Retornando então ao caso do “menor” que foi amarrado no Rio
de Janeiro o crime contra ele, se cometido, não foi efetuado pelo fato dos transeuntes
terem o prendido, mas pelo modo como foi feito, por isso, citei a expressão
latina, “abusus non tollit usum”. O uso
do poder de prender e de agir no caso, por sua vez não permitia o abuso que
sucede com a utilização de força exacerbada. Logo se a legítima ação de prisão
se transformou em linchamento é algo que deve ser investigado. O que não se
pode permitir é que uma jornalista profissional em pleno exercício de sua
profissão, no pleno gozo dos direitos constitucionais, comentando um caso com
as nuances jurídicas que apresentei, seja pressionada e porque não dizer
censurada por uma deputada que deveria prezar pelo devido cumprimento da lei.
Tudo
isso ocorre graças a um erro primário de compreensão de texto e análise de
fatos, que crianças de ensino fundamental nunca cometeriam, graças a
deturpações do devido uso da razão que advém da precedência da ideologia sobre
o bom senso. Que a lucidez prevaleça sobre o ímpeto irracional da propaganda
ideológica.
[1] - Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848.htm.
Acesso às 23h45min do dia 31/03/2014.
[2] - Presidência da República. Casa Civil. Código de
Processo Penal. Decreto-lei Nº 3689, de 3 de Outubro de 1941. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm.
Acesso às 23h40min do dia 28/02/2014.
sexta-feira, 28 de março de 2014
Pensamento avulso XV
As pessoas ainda tratam o PT como um partido marginal,
formado por idealistas acima de qualquer suspeita. O PT seria então o arauto da
moralidade e enquanto tal um eterno perseguido pela elite. Se essa ideia não
faz jus ao partido em seus primórdios, faz menos sentido ainda nos dias de
hoje. Como um partido que elege presidentes há doze anos, tem no senado uma
base aliada gigantesca e o apoio de "pequenas" empresas como a
Odebrecht é um partido perseguido? Falta para tais pessoas o senso de proporções.
Qual a elite faz frente a esse tipo de política atual? Algum professor
secundarista que não recebe nem o suficiente para declarar imposto de renda? É
isso que chamo de elite econômica e política!
Assinar:
Postagens (Atom)