A
força da missa de sempre permanece. Mesmo depois de décadas de sua
quase destruição nas mãos de quem deveria preservá-la ela
continua viva no imaginário religioso popular. Recentemente num
trabalho em que os alunos deveriam ilustrar as religiões não foram
poucos que colocaram imagens de missas de sempre (tridentina). É o
poder da beleza é a expressão efetiva do kalos kai agathos (bom
e belo).
Em busca de sabedoria em tempos de relativismo professo. Talvez um pouco de classicismo seja necessário, um retorno aos paradigmas perdidos... Procuro dessa forma momentos de lucidez para além de razões e desrazões extremadas. Neste blog coloco à vossa disposição textos de minha autoria nos quais como católico apostólico romano busco alcançar sabedoria verdadeira. Com a graça de Deus poderei combater o bom combate contra a mentira que reina quase absoluta hodiernamente. ¡VIVA CRISTO REY!
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segunda-feira, 2 de maio de 2016
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Carta a aluna
Há uns três ou quatro anos uma aluna me procurou, pois estava confusa. As crenças
religiosas que possuía estariam em choque com o que estava
aprendendo em seus estudos, principalmente de ciências. Sua dúvida
envolvia sobremaneira as teorias do Big Bang e da evolução. A fim
de a auxiliar escrevi esta carta que compartilho no blog:
Cara aluna …….,
Sinto-me muito satisfeito em
comentar o texto que você me entregou. Realmente o assunto é
bastante polêmico, muito pela má fé de alguns cientistas e também
religiosos que não colocam o problema da maneira correta. Muitos dos
debates que se realizam são péssimos, pois os debatedores esquecem
que fé e razão não são componentes opostos do ser humano, mas sim
complementares. Outro aspecto que geralmente desqualifica esse tipo
de debate é colocar religião e ciência no mesmo patamar. Cada um
tem uma origem e uma função diversa e os relatos de cada um visam
um fim próximo ou objetivo diferente sendo que para os crentes
(aqueles que creem) o fim último é o mesmo: “aproximar-se de
Deus”.
Quanto às ressalvas e
críticas que você tem ao big bang espero ter respondido
satisfatoriamente nas aulas, mas reitero o seguinte: o big bang é
uma teoria científica e enquanto tal pode ou não estar certa. Do
ponto de vista religioso ela não contradiz o relato bíblico da
criação, mas tem que se ter cuidado ao utilizá-la para defender o
relato religioso, porque como eu já disse, ela é uma teoria que
pode ser revista no futuro. Deixo abaixo um trecho no qual um
cientista agnóstico (que não afirma ou nega a existência de Deus)
diz que a teoria do big bang reforça o relato bíblico.
Quanto ao evolucionismo tenho
que dizer que partilho algumas de suas críticas, mas por ser também
uma teoria científica cabe ao evolucionismo as mesmas observações
que fiz em relação ao big bang. O problema do evolucionismo é que
ele tem se modificado bastante com o decorrer do tempo, por isso, ele
já não é o mesmo desde Darwin. Biólogos sérios têm inclusive
criticado a teoria evolucionista de Darwin o que não impede que se
fale de “evolucionismo” em um outro sentido.
O que quis afirmar com isso é
que a fé para os crentes tem primazia o que não quer dizer que a
razão não deva ter seu lugar, afinal ela também foi dada por Deus
aos seres humanos. Os que não acreditam na revelação cristã
muitas vezes apostam somente na razão, mas muitos desses se esquecem
que a própria razão é limitada e suas conquistas nunca vão
suplantar ou eliminar o que cabe somente à fé. O que cabe a nós
como estudiosos é perceber justamente os limites que nos cercam.
Muitos, tanto entre os crentes quanto entre os não crentes
esquecem-se disso e acabam tentando ocupar o lugar de Deus dizendo-se
donos da verdade. O ideal seria que cada um se limitasse ao seu
domínio e buscasse com sabedoria compreender o domínio que não é
seu para evitar equívocos sempre prejudiciais a todos.
______________________________________________________
São
tão grandes as evidências que corroboram a Teoria do Big Bang que
Jostrow, um cientista auto-proclamado agnóstico, diz em seu livro
God and the Astronomers (Deus e os Astrônomos): “Vemos
agora que as evidências astronômicas apontam para a visão bíblica
da origem do mundo. Os detalhes diferem, mas os elementos essenciais
nas descrições astronômicas e bíblicas são os mesmos: uma
seqüência de eventos que terminam no homem começou repentinamente
num momento definido no tempo, numa explosão de luz e energia.”
Blogs
interessantes para você ler:
http://www.aceprensa.pt/articulos/2010/oct/17/liberdade-de-pensamento-de-georges-lematre/
http://georgeslemaitre.blogspot.com.br/
Pensamento avulso XXI
A
sucessão apostólica direta e ininterrupta manifesta na Tradição e
no Magistério garantem que o Evangelho transmitido pelas Escrituras
não seja visto como um mero conglomerado de metáforas ou que ao
contrário ele não faça uso delas e de outras figuras. Imagine um
mundo de mutilados e entenderás, mas se queres realmente compreender
pense no “amarás o teu próximo como a ti mesmo” como uma
simples força de expressão.
domingo, 24 de janeiro de 2016
Sobre batismo e salvação I
Exposição
no NUEC (Núcleo
Universitário
de Estudos
Católicos)
da UFMG em
novembro de 2013.
Afirma-se
com veemência no seio da Santa Madre Igreja que a Fé é conditio
sina quae non para a salvação, como podemos ver a seguir. Mas e
os que não tiverem acesso ao conteúdo da Revelação e aos
sacramentos, especialmente o batismo, chamado por Santo Agostinho de
“sacramento da fé”? Eles estariam condenados de antemão? A
resposta a esta pergunta é não, como também vemos no trecho
abaixo, e é justamente o intuito dessa exposição demonstrar o
porquê dessa resposta.
136.
Será
o Batismo absolutamente necessário para a eterna salvação?
O Batismo é de absoluta necessidade para os infantes, que o devem
receber de fato. Assim sempre se fez na Igreja Católica, desde os
tempos primitivos. Os adultos também devem batizar-se; mas, se não
puderem receber o Batismo real e sacramentalmente, conseguem a
justificação mediante a contrição perfeita, acompanhada do desejo
de batizar-se, ou então mediante o sacrifício da própria vida pela
fé em Jesus Cristo. (CR,
Sumário Catequístico, p. 630)
Antes
de darmos sequência à explicação sobre os casos em que as pessoas
não tem acesso à fé revelada, cabe enfatizar a posição da Igreja
em relação à Fé. A fé de acordo com a Tradição da Igreja é
uma virtude sobrenatural ou em outros termos é uma virtude teologal
que provém diretamente da Graça de Deus. Diferentemente das
virtudes humanas que são “inatas” e aperfeiçoadas através do
hábito, as virtudes teologais nascem da iniciativa divina e exigem a
adesão do ser humano. Acerca da fé temos a seguinte definição da
Igreja:
Nas
Divinas Escrituras, o termo “fé” admite várias significações.
Aqui vamos falar daquela virtude pela qual assentimos plenamente a
tudo quanto nos foi revelado por Deus.
Ninguém
terá justo motivo de duvidar que essa fé seja necessária para a
salvação, mormente por estar escrito que “sem fé não é
possível agradar a Deus”
1.
Realmente,
o fim que se propõe ao homem para sua bem-aventurança, é tão
elevado que o não poderia descobrir a agudeza do espírito humano.
Era, pois, necessário que o homem recebesse de Deus tal
conhecimento. (CR,
1ª parte, 1º Cap., § 1, p. 87)
Partindo
das considerações já mencionadas destacamos a importância do
Batismo o Sacramento que nos faz renascer como Filhos de Deus
possibilitando que purificados pela água salutar do Batismo sejamos
purificados do pecado e assim possamos adentrar dignamente a morada
eterna. Isso ocorre não por nosso mérito, mas pela “Graça” por
intermédio de nosso Salvador Jesus Cristo. O Catecismo afirma o
seguinte, destacando a importância do Batismo:
É
muito útil, para os fiéis, o conhecimento das verdades que até
agora temos ensinado. Urge mais ainda explicar-lhes que Deus impôs a
todos os homens uma lei, obrigando-os a receberem o Batismo.
Por conseguinte, os que não renasceram para Deus pela graça
do Batismo, são criados para a eterna miséria e condenação, quer
sejam filhos de pais fiéis, quer de pais infiéis.
Devem,
pois, os pastores explicar mais vezes aquela passagem do Evangelho:
“Se alguém não renascer da água e Espírito [Santo], não pode
entrar no reino de Deus”
2.
(CR, 2ª parte, 2º Cap., § 30, p. 237)
O
Batismo é tão importante para a salvação que a Igreja permite
algo que pode soar estranho aos nossos ouvidos ou nos parecer
inusitado. Vejamos que fato é esse:
Em
caso de necessidade, até os judeus, os infiéis, e os hereges podem
exercer este ministério, contanto que se proponham a fazer o que faz
a Igreja Católica, quando confere o Batismo.
(CR,
2ª parte, 2º Cap., § 23, p. 233)
Aqui
já se começa a prefigurar em nossa exposição um ponto importante
acerca dos mistérios da redenção: o fato de ser batizado não nos
torna seres dotados de perfectibilidade, mas nos fornece elementos
para resistir na luta e de outro lado nos confere uma enorme
responsabilidade perante Deus e o mundo. Aquele que tem maior
conhecimento tem maior culpa ou como diz o ditado bíblico: “a quem
muito foi dado, muito será cobrado”.
Tal
crime [o de crucificar a Cristo através do pecado – observação
minha] assume em nós um caráter mais grave, do que no caso
dos judeus; porquanto estes, no sentir do Apóstolo, “nunca
teriam crucificado o Senhor da Glória, se [como tal] O tivessem
conhecido”3.
Nós, porém, que [de boca] afirmamos conhecê-lO, nem por isso
deixamos, por assim dizer de levantar as mãos contra Ele, todas
vezes que O negamos em nossas obras. (CR, 1 parte, 5º Cap., 4º
art. § 11, p.129. Destaque meu)
Sabemos
então que a Igreja, sendo católica, ou seja, universal não pode
ser reduzida a limites regionais, culturais ou étnicos, como
nos deixa claro Mons. Sanahuja quando em sua obra, “Cultura da
Morte: o grande desafio da Igreja”, cita os documentos da
Igreja produzidos no século XX reiterando esse princípio.
(Continua)
(Continua)
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Mensagem digitada na página do Facebook da CNBB
É com tristeza que classifico a Conferênci a dos Bispos do Brasil como "ruim", mas enquanto leigo católico que ama a Igreja, Mestra e Mãe devo fazê-lo. Apesar de triste faço isso com a consciênci a tranquila perante Deus de tal forma que no dia de meu julgamento o Senhor não me condene por omissão. Tenho visto a CNBB se manifestar com afinco acerca da Reforma Política (uma medida tapa-burac os), no entanto, não a tenho visto fazer o mesmo quando assuntos contrários à lei natural e à moral católica são colocados em pauta, p. ex., quando foi aprovado pelo STF o "casamento homoafetiv o". Mas o que mais escandaliz a é o apoio implícito ou explícito que a conferênci a dá a grupos socialista s e comunistas , o que foi reiteradam ente condenado por papas da Igreja. Não custa nada lembrar que Isso contraria plenamente o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sei da minha insignific ância, das minhas fraquezas e dos meus pecados, sim eles existem e são pessoais, não sociais. Para finalizar como disse acima sou simplesmen te um leigo, no entanto, sinto-me impelido a erguer a minha voz antes que as pedras façam isso por mim. "Ele respondeu: Digo-vos: se estes se calarem, clamarão as pedras!" (S. Lucas 19, 40). Sei do contexto dessas palavras, bem como do que Cristo diz depois delas, o que de fato está para acontecer.
Ad Maiorem Dei Gloriam!
Ad Maiorem Dei Gloriam!
domingo, 8 de novembro de 2015
Pensamento avulso XX
Direto
ao assunto: socialismo e marxismo, principalmente de tendência
marxista, são absolutamente incompatíveis com a doutrina e a pessoa
de N. S. Jesus Cristo. Incompatibilidade lógica e ontológica de tal
forma que se um lado da oposição estiver correto o outro estará
necessariamente incorreto. De um lado está a afirmação de que a
redenção se encontra na própria história (no mundo) de outro a
afirmação de que o reino definitivo não está neste mundo. Só uma
teologia decadente como a TdL (teologia da libertação) poderia
ferir de forma tão absurda a fé e a razão ao tentar compatibilizar
o incompatível
sábado, 7 de novembro de 2015
O Leviatã: Parte I
Escutei outro dia a entrevista de um médico já
experiente que havia trabalhado em cargo de direção em dois grandes
hospitais de Belo Horizonte, um público e outro privado. O primeiro
atualmente está literalmente caindo aos pedaços enquanto o segundo
tem crescido e melhorado a qualidade. Seria esse médico um
profissional de sucesso pela manhã e um incompetente a tarde?
Poderia também citar o caso de professores que trabalham
simultaneamente em escolas públicas e privadas. Seriam também esses
professores competentes num horário e incompetentes em outro? Os
exemplos apesar de suas especificidades indicam o mesmo problema: a
má gestão da coisa pública. Muitas pessoas permanecem à revelia
do que vemos na realidade defensores do estatismo. Apoiadas por
grande parte do “intelectuais” brasileiros essas pessoas não
conseguem pensar a vida fora dos limites do Estado (Leviatã). Dizer,
por exemplo, que saúde e educação não devem ser exclusividade do
Estado soam a essas pessoas como um sacrilégio. As questões que
permanecem são: por que tratar os males do Estado com mais Estado?
Por que não se pensar em outras alternativas viáveis à realidade
brasileira?
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