Não
é raro que os arautos da tolerância e do diálogo ao virar da maré
de seus desejos e expectativas se tornem o exemplo vivo da tirania e
da violência.
Em busca de sabedoria em tempos de relativismo professo. Talvez um pouco de classicismo seja necessário, um retorno aos paradigmas perdidos... Procuro dessa forma momentos de lucidez para além de razões e desrazões extremadas. Neste blog coloco à vossa disposição textos de minha autoria nos quais como católico apostólico romano busco alcançar sabedoria verdadeira. Com a graça de Deus poderei combater o bom combate contra a mentira que reina quase absoluta hodiernamente. ¡VIVA CRISTO REY!
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
terça-feira, 15 de novembro de 2016
A derrocada da imprensa
A
eleição de Donald Trump pode parecer a muitos uma grandiosíssima
surpresa principalmente se a principal fonte de informações do
surpreso em questão for a mídia brasileira representada pela nada
imparcial e honesta Rede Globo. A cobertura dela faria corar de
vergonha o mais ferrenho marketeiro do partido democrata ou encabular
o mais entusiasmado ativista pró-Hillary. Algo parecido aconteceu no
já remoto ano de 2005 quando houve o referendo do desarmamento e
mais recentemente quanto à saída da Grã-Bretanha da União
Europeia por intermédio também de um referendo, o famoso Brexit.
Mas o que afinal de contas esses casos têm a ver um com o outro?
Respondo. Em todos eles a
grande mídia deixou de lado sua principal tarefa, a saber, informar.
Houve uma nítida inversão na qual a descrição dos fatos deu lugar
à transformação engajada dos mesmos, de tal forma que os fatos
deveriam se adequar ao discurso e não o contrário. Essa postura tão
comum tem por base a ideia de que não há fatos a serem descritos,
mas perspectivas a serem narradas. A tentativa árdua, mas
necessária, de buscar a isenção por parte do repórter foi
abandonada, pois afinal não existe a verdade, mas verdades
manipuláveis conforme o desejo de quem as publica. Ficou claro nesse
processo da eleição americana, principalmente por parte de quem
acompanhou pela mídia brasileira, que a imprensa noticiava não o
que estava vendo e ouvindo, mas tão somente o que queria ver e
ouvir.
Enquanto o nosso jornalismo
continuar a proceder dessa forma permanecerá errando feio em todas
suas previsões que surgem num processo evidente de desinformação
intencional ou não. Afinal nem tudo é (des)contruível e fatos
existem. Se os jornalistas não aprenderam isso ainda a realidade
continuará dando suas lições ou ocorrerá o que previa Joseph
Pulitzer: “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária,
demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”.
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
Pensamento avulso XXIV
Devo
ser um dos poucos seres desse país que têm paciência de escutar a
voz do Brasil. Se bem que isso não ocorre sempre sendo hoje um
desses dias de paciência que me proporcionou ouvir uma verdadeira
“pérola”, se não me engano de um senador. Ele propunha que a
PEC 241 passasse por um referendo provavelmente com a justificativa
de que seria mais democrático já que se daria ao povo o poder de
escolha. Até aí nada demais, no entanto, o que ele falou depois
mostra como funciona a cabeça de certos demagogos. Ele afirmou que
se o referendo resultasse na aprovação da PEC iria entrar com um
processo no STF com uma ação de inconstitucionalidade relativa à
mesma. O processo em si não é um problema, mas a compreensão de
democracia dele é bem sugestiva à moda de muitos ditadores que
dizem portar a voz do povo mesmo à revelia do próprio povo.
Essa
é a democracia que só aceita o pensamento e a voz concordante,
nunca a dissonante, essa é a palavra democracia transformada em
jargão. Apesar desse nítido sinal de que para esse senador a
democracia é um teatrinho, ele não está equivocado em sua
estratégia, afinal o referendo do desarmamento está aí para
mostrar que a decisão do povo é realmente respeitada por nossos
governantes.
sábado, 11 de junho de 2016
Pensamento avulso XXIII
"Game
of Thrones" (Crônicas de Gelo e Fogo) está longe, mas muito
longe mesmo de chegar aos pés do, "Senhor dos Anéis". O
livro de Tolkien é uma ode ao valores da honra, do dever, uma luta
em que o bem se vê diante do mal e triunfa como sempre com
simplicidade, com amor. Enfim é um livro católico. Já a história
de Martin é o retrato da política e da vida moderna/contemporânea
com estética medieval.
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Pensamento avulso XXII
A
força da missa de sempre permanece. Mesmo depois de décadas de sua
quase destruição nas mãos de quem deveria preservá-la ela
continua viva no imaginário religioso popular. Recentemente num
trabalho em que os alunos deveriam ilustrar as religiões não foram
poucos que colocaram imagens de missas de sempre (tridentina). É o
poder da beleza é a expressão efetiva do kalos kai agathos (bom
e belo).
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Carta a aluna
Há uns três ou quatro anos uma aluna me procurou, pois estava confusa. As crenças
religiosas que possuía estariam em choque com o que estava
aprendendo em seus estudos, principalmente de ciências. Sua dúvida
envolvia sobremaneira as teorias do Big Bang e da evolução. A fim
de a auxiliar escrevi esta carta que compartilho no blog:
Cara aluna …….,
Sinto-me muito satisfeito em
comentar o texto que você me entregou. Realmente o assunto é
bastante polêmico, muito pela má fé de alguns cientistas e também
religiosos que não colocam o problema da maneira correta. Muitos dos
debates que se realizam são péssimos, pois os debatedores esquecem
que fé e razão não são componentes opostos do ser humano, mas sim
complementares. Outro aspecto que geralmente desqualifica esse tipo
de debate é colocar religião e ciência no mesmo patamar. Cada um
tem uma origem e uma função diversa e os relatos de cada um visam
um fim próximo ou objetivo diferente sendo que para os crentes
(aqueles que creem) o fim último é o mesmo: “aproximar-se de
Deus”.
Quanto às ressalvas e
críticas que você tem ao big bang espero ter respondido
satisfatoriamente nas aulas, mas reitero o seguinte: o big bang é
uma teoria científica e enquanto tal pode ou não estar certa. Do
ponto de vista religioso ela não contradiz o relato bíblico da
criação, mas tem que se ter cuidado ao utilizá-la para defender o
relato religioso, porque como eu já disse, ela é uma teoria que
pode ser revista no futuro. Deixo abaixo um trecho no qual um
cientista agnóstico (que não afirma ou nega a existência de Deus)
diz que a teoria do big bang reforça o relato bíblico.
Quanto ao evolucionismo tenho
que dizer que partilho algumas de suas críticas, mas por ser também
uma teoria científica cabe ao evolucionismo as mesmas observações
que fiz em relação ao big bang. O problema do evolucionismo é que
ele tem se modificado bastante com o decorrer do tempo, por isso, ele
já não é o mesmo desde Darwin. Biólogos sérios têm inclusive
criticado a teoria evolucionista de Darwin o que não impede que se
fale de “evolucionismo” em um outro sentido.
O que quis afirmar com isso é
que a fé para os crentes tem primazia o que não quer dizer que a
razão não deva ter seu lugar, afinal ela também foi dada por Deus
aos seres humanos. Os que não acreditam na revelação cristã
muitas vezes apostam somente na razão, mas muitos desses se esquecem
que a própria razão é limitada e suas conquistas nunca vão
suplantar ou eliminar o que cabe somente à fé. O que cabe a nós
como estudiosos é perceber justamente os limites que nos cercam.
Muitos, tanto entre os crentes quanto entre os não crentes
esquecem-se disso e acabam tentando ocupar o lugar de Deus dizendo-se
donos da verdade. O ideal seria que cada um se limitasse ao seu
domínio e buscasse com sabedoria compreender o domínio que não é
seu para evitar equívocos sempre prejudiciais a todos.
______________________________________________________
São
tão grandes as evidências que corroboram a Teoria do Big Bang que
Jostrow, um cientista auto-proclamado agnóstico, diz em seu livro
God and the Astronomers (Deus e os Astrônomos): “Vemos
agora que as evidências astronômicas apontam para a visão bíblica
da origem do mundo. Os detalhes diferem, mas os elementos essenciais
nas descrições astronômicas e bíblicas são os mesmos: uma
seqüência de eventos que terminam no homem começou repentinamente
num momento definido no tempo, numa explosão de luz e energia.”
Blogs
interessantes para você ler:
http://www.aceprensa.pt/articulos/2010/oct/17/liberdade-de-pensamento-de-georges-lematre/
http://georgeslemaitre.blogspot.com.br/
Pensamento avulso XXI
A
sucessão apostólica direta e ininterrupta manifesta na Tradição e
no Magistério garantem que o Evangelho transmitido pelas Escrituras
não seja visto como um mero conglomerado de metáforas ou que ao
contrário ele não faça uso delas e de outras figuras. Imagine um
mundo de mutilados e entenderás, mas se queres realmente compreender
pense no “amarás o teu próximo como a ti mesmo” como uma
simples força de expressão.
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