O jornalista Fábio Sormani está experimentando o padrão jornalístico da grande imprensa. A mim pouco importa se ele fez ou não o que falaram. A questão é que na ânsia pela polêmica, ainda mais se envolver uma pauta progressista, a verdade é o que menos importa. Se fazem isso com um colega de profissão sacrificando-o no paredão do cancelamento, imagine o que não fariam com um anônimo, como de fato já o fazem. O novo "normal" do padrão jornalístico já jogou na fogueira a presunção de inocência e vão jogar fora também as pessoas, hoje metaforicamente, amanhã literalmente, sob o aplauso furioso das turbas, algo nada original na história. PS: aos que têm dificuldades com compreensão de texto: não, não estou criticando o jornalismo em si mesmo, mas o que fazem dele uma arma para seus ganhos politiqueiros e demagógicos.
Em busca de sabedoria em tempos de relativismo professo. Talvez um pouco de classicismo seja necessário, um retorno aos paradigmas perdidos... Procuro dessa forma momentos de lucidez para além de razões e desrazões extremadas. Neste blog coloco à vossa disposição textos de minha autoria nos quais como católico apostólico romano busco alcançar sabedoria verdadeira. Com a graça de Deus poderei combater o bom combate contra a mentira que reina quase absoluta hodiernamente. ¡VIVA CRISTO REY!
Pesquisar este blog
quinta-feira, 29 de setembro de 2022
domingo, 14 de agosto de 2022
Reflexões após um quase cancelamento
Escapei por pouco de um cancelamento ou quase isso, afinal esse tipo de “modernice” dá margem a inúmeras interpretações. E por falar em interpretação foi justamente a sua falta ou seu mau uso, o que nos fim das contas dá no mesmo, que me colocou em situação desconfortável. Como a situação foi resolvida e não veio a público não irei entrar em detalhes, mas somente a mencionarei em termos mais genéricos.
terça-feira, 26 de julho de 2022
Pensamento avulso LXXI
Não será no terreno da economia que serão travadas as batalhas dos nossos tempos. Algumas trincheiras podem ser armadas no campo cultural, mas também aí não se travarão as batalhas decisivas. O embate derradeiro ocorrerá no território espiritual.
sexta-feira, 15 de julho de 2022
Pensamento avulso LXX
Pode-se enxergar o "identitarismo" e suas ramificações como o movimento Woke como a dissolução de uma civilização baseada em princípios universais. No entanto, tais movimentos vão muito além disso, pois dissolvem a própria sanidade humana de quem realmente leva a sério essa tribalização da sociabilidade humana.
Explico-me! Não se trata de um retorno ao antigo tribalismo, mas da redução do ser humano a grupo cada vez mais restritos que se impõem como os depositários da verdadeira opressão histórica. Como "A Revolução" justifica moralmente que tais grupos utilizem dos meios disponíveis para superar tal opressão não é surpresa que a irracionalidade floresça em meio a tais movimentos.
Cumpre-se assim o curso dialético, hegeliano diga-se de passagem, que acomoda a tensão entre o racional e o irracional, entre o adequado e o inadequado, um verdadeiro "morde e assopra" histórico que ficou bem claro desde a Revolução Francesa. Nesse sentido, wokeísmo e afins não são contraditórios ou mesmo contrários ao valores revolucionários supostamente universalistas, mas são a complementação dialética, a síntese de um processo ininterrupto de mudanças que começa com a revolução moderna.
Então, não se trata de um novo alvorecer cinzento ou brilhante, mas de um ocaso, onde o irracionalismo do tribalismo contemporâneo é o estágio quase definitivo do modernismo racionalista.
sábado, 9 de julho de 2022
Pensamento avulso LXIX
Segue a segunda lição que podemos retirar da teologia de Bulltmann:
2) O afastamento do Magistério e da Tradição impossibilita, sim impossibilita a compreensão das Sagradas escrituras. Como dissemos anteriormente sobrou a Bultmann uma erudição vazia de sabedoria. Sua teologia muito apegada ao cientificismo da virada dos séculos XIX-XX teve de se apegar numa hermenêutica que tomasse todos os testemunhos dos escritores sagrados como símbolos, como figuras de linguagem. Tudo isso para a mensagem evangélica "cair" bem, em tese para uma sociedade em que os mitos não repercutiam, quando na verdade, numa linguagem bem clara e popular, o que se pretendia era tornar o Evangelho palatável a intelectuais pedantes e amantes de abstrações como bem explicou Chesterton ao dizer que estes deixavam de ser homens quando se esforçavam para se tornarem humanistas.
quinta-feira, 19 de maio de 2022
Pensamento avulso LXVIII
A teologia de Rudolf K. Bultmann que fez a cabeça de muitos no século XX e continua fazendo suas "vítimas" nos traz duas lições. Segue abaixo a primeira delas:
1) Erudição e sabedoria podem ser inversamente proporcionais, ou seja, há como ser sábio sem erudito, bem como pode-se ser erudito sem ser sábio. Os poucos que conseguem alcançar ambos elevam consigo a muitos aliviando-os parcialmente do peso da ignorância que acompanha a maldade.
segunda-feira, 11 de abril de 2022
Memórias da Semana Santa
Ao ser perguntado se me lembrava das músicas cantadas na Via Sacra respondi o seguinte:
Toda vez que inicio o "a morrer crucificado..." me sucedem memórias, afetos e sentimentos que estimulam a vontade de rezar e meditar sobre as dores de Nosso Senhor no calvário. Lembro da minha mãe, dos meus tios e tias avós, das senhoras mais velhas, pejorativamente chamadas de antigas, das ruas de Pedro Leopoldo onde a procissão quilométrica entoava cantos piedosos. Lembro da esquife de Nosso Senhor com o cheiro agradável de ervas aromáticas, como o manjericão. Lembro da belíssima imagem de Nossa Senhora das Dores e da procissão do encontro onde ainda pequeno não dimensionava a dor de ver um filho sofrer e ainda hoje nem sequer arranho nesse ponto, pois Nossa Senhora via ali ensanguentado Seu Filho, mas também o Seu Senhor. Quanto sofrimento não carregou aquele coração puro!
Lembro do silêncio e das velas, e da minha mãe a se negar a nos comprar pipocas na encenação da paixão. Aquele não era momento para comer pipocas dizia ela, aquele não era um espetáculo qualquer e o nosso pequeno sacrifício em seus dizeres não era nada comparado ao sacrífico da cruz.
Eu vivi os últimos suspiros, já vacilantes, de um tempo onde a semana santa ainda não tinha virado um feriado prolongado e onde ainda se viam os homens abaixarem seus chapéus ao verem o cortejo. Até os prostíbulos abaixavam as portas e algumas mulheres saíam de lá com um olhar lacrimoso rumo ao esquife que era levado com profundo respeito por homens "antigos", já calejados.
Por último me lembro das matracas...
Que som incômodo e monótono, o som de um mundo deicida, um som áspero, mas que no fundo anunciava um novo tempo onde uma nova canção de alegria entoaria.
Sim, eu me lembro...
