Em busca de sabedoria em tempos de relativismo professo. Talvez um pouco de classicismo seja necessário, um retorno aos paradigmas perdidos... Procuro dessa forma momentos de lucidez para além de razões e desrazões extremadas. Neste blog coloco à vossa disposição textos de minha autoria nos quais como católico apostólico romano busco alcançar sabedoria verdadeira. Com a graça de Deus poderei combater o bom combate contra a mentira que reina quase absoluta hodiernamente. ¡VIVA CRISTO REY!
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sábado, 6 de agosto de 2011
Acerca da crise moral
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Pensamento avulso III
Sobre o fim do ensino da gramática:
Quando o nível de ignorância de uma nação chega a tal ponto, a situação torna-se mais que preocupante, torna-se patológica. Confundir-se um instrumento de possibilidades com uma algema beira a loucura, loucura de não distinguir bem as coisas, o real do irreal, o certo do errado... (pretendo seguir a reflexão num texto mais detalhado).
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Sobre a tolerância
Sobre a tolerância (texto extraído do discurso proferido na câmara municipal de Pedro Leopoldo):
Segundo o dicionário Houaiss tolerância significa: “ato ou efeito de tolerar; indulgência, condescendência, tendência a admitir, nos outros, maneiras de pensar, de agir e de sentir diferentes ou mesmo diametralmente opostas às adotadas por si mesmo”. A tolerância consiste dessa forma no reconhecimento da fragilidade não apenas dos outros, mas também nossa. A partir desse reconhecimento é possível conceder ao outro e a nós mesmos um espaço de perdão e diálogo.
Jesus Cristo como é relatado no Evangelho é tolerante com as pessoas, perdoa os seus pecados, entretanto, essa tolerância não se estende ao erro, em relação ao pecado e às atitudes errôneas Jesus é extremamente intolerante. Uma passagem que ilustra bem o que quero dizer é o conhecido trecho bíblico da mulher adúltera (Jo 8, 1-11). Nela Jesus demonstra que não veio para julgar e condenar, mas para acolher e perdoar, nos ensinando a fazer o mesmo. Os escribas e fariseus, com o coração cheio de malícia procuravam testar a Jesus colocando-o numa situação difícil se Ele dissesse que não a apedrejassem estaria indo contra a lei, se aceitasse que a apedrejassem estaria indo contra sua pregação. Jesus inteligentemente percebendo a intenção deles fica em silêncio a princípio, rabiscando no chão, com a insistência, que muitas vezes é a nossa, Jesus nos dá uma grande lição, derrubando fórmulas de puritanismo vazio: “Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra.” (Jo 8, 7).
Os escribas e fariseus tiveram a atitude que muitas vezes temos em relação às outras pessoas queremos exercer o papel de acusadores, juízes e carrascos, mas nos esquecemos que também somos pecadores. A tolerância demonstrada por Jesus se manifesta àquela mulher e a todos nós, mas é necessário um compromisso firme de não mais pecar, a tolerância exige em contrapartida renúncia e firmeza de caráter daquele que é acolhido.
A tolerância vivida por Jesus se funda na misericórdia, mas ao contrário do que muita gente pensa, não é uma aceitação total e irrestrita de tudo o que se possa fazer. Antes da tolerância vem o amor, e é a partir do amor que temos a tarefa de corrigir o erro para desta forma nos tornamos verdadeiramente tolerantes e não insensatos que dizem sim ao pecado, com a justificativa de serem tolerantes. Tal atitude não se configura como tolerância e sim permissividade.
Em sua obra Ética a Nicômaco Aristóteles destaca que a virtude é alcançada como meio termo, ou seja, para ser virtuoso é necessário encontrar um equilíbrio entre os extremos. Citamos um exemplo do próprio livro que cita a mansidão uma virtude moral que se encontra entre a ira e “simplicidade”. Esse meio termo não advém da aritmética e da própria situação vivida, em questões éticas não deve se generalizar, a partir de princípios gerais deve se partir para cada caso, tendo como “operador” da medida a phrónesis (sabedoria prática). Como tolerância também significa “diferença ou margem de erro admissível em relação a uma medida ou a um padrão”, deve nesse sentido estar equilibrada nem tanto a mais nem tanto a menos em relação ao que é necessário para que possamos fazê-la procedente do amor.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
A tradição dos presépios
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Comunicado
Saúde e Paz!
Dado o excesso de obrigações acadêmicas no último mês não pude me dedicar como queria ao blog. Com essa jornada praticamente terminada posso dedicar um pouco mais ao blog. Espero que os textos sejam úteis a todos que acessarem o blog.
Ad Maiorem Dei Gloriam
Lino Batista
Pensamento avulso II
A mentira deve estar sempre rodeada de algumas verdades (“meias verdades”), pois do contrário seria facilmente percebida. Graças a tal sutileza a mentira funciona...
Deve ser por isso que se gasta tanto em marketing para encobrir mentiras com algumas verdades. Mas, observando bem, devido à inversão de valores hodiernos, quem nos garante que essas “verdades” são assim tão verdadeiras. Ou quem sabe no fim das contas as pessoas prefiram acreditar em mentiras tornadas verdades, para evitarem o incômodo de combatê-las...?!
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Quando o conluio político supera a justiça
No meu último texto, “Política no Brasil: alguém duvida que a vaca foi para o brejo?”, refleti um pouco sobre os descaminhos da política brasileira e o que não faltam são exemplos desse mal que nos atinge. O caso mais recente foi a libertação do ASSASSINO Cesare Battisti (chamá-lo de “ativista” não passaria de um eufemismo). Contra todas as evidências e o julgamento legal ao qual ele foi submetido na Itália o então presidente do Brasil, Lula, decidiu não extraditá-lo o que culminou em sua libertação ontem por decisão do STF. É interessante observar que tal não foi a sorte dos pugilistas cubanos que não contaram com a bondade lulista (cf. http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/03/02/lula-nao-falou-com-pugilistas-cubanos-diz-planalto-754650084.asp).
Sem ir aos detalhes do caso, o que já foi feito em muitos espaços na internet, gostaria de analisar o jogo político envolvido, já que a discussão feita em relação à libertação de Battisti tem girado não em torno à correção ou não do ato da libertação, mas aos interesses políticos envolvidos. Dessa forma se relativiza a gravidade do crime e se absolutiza os motivos ideológicos que conduzem a ele.
A tendência de se politizar os crimes com a eterna desculpa de que crimes também são cometidos pela direita é uma estratégia antiga da “esquerda”. E aqui não venho defender crimes cometidos pelos membros da “direita”, afinal ambos desconsideram em maior ou menor grau o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas quero nesses escritos dizer que para além dos conluios políticos existe a verdade e para defendê-la existe a justiça, ou pelo menos deveria ser assim.
A questão não poderia se pautar na oposição política entre direita e esquerda, mesmo que tenha relevância a discussão, pois não importa se alguém é da direita ou da esquerda, de cima ou de baixo, se é jovem ou se é idoso, se é rico ou se é pobre, nesses casos importa mais a justiça, uma vez que alguém cometeu um crime deve ser punido por isso de acordo com a lei. Podemos questionar a isenção do processo perpetrado contra Battisti ou mesmo da lei, mas a ninguém cabe estar acima desta, a não ser que impelido por uma lei superior, o que não era o caso. A única justificativa possível é que a ideologia comunista professada por ele e por Lula emitiu uma lei suprema corroborando o terrorismo, o que tornaria o assassinato moralmente defensável. Infelizmente isso aconteceu e a lei suprema que rege o Brasil é a mesma que rege a vigarice e a mentira e que culminaram no assassinato covarde não apenas das quatro vítimas de Battisti, mas dos milhões de vítimas justificadas por tal ideologia. Tristes tempos estes nos quais somos obrigados a viver...
Lino Batista 10/06/11
Texto em resposta aos comentários do seguinte site: http://blogs.estadao.com.br/marcos-guterman/battisti-e-os-conceitos-de-justica/