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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Sobre educação II


Como professor que sou não posso deixar de fazer algumas observações cotidianas sobre o ensino em geral. Nesse sentido, pretendo compartilhar no blog certas impressões sobre educação, carentes talvez de sistematicidade, mas que refletem uma visão prática do assunto. Iniciei ontem, portando uma série de postagens intitulada “Sobre educação”.
A segunda observação consiste na observação de que muitas escolas têm se preocupado demasiadamente em vencer conteúdos ao longo de etapas bem determinadas e inflexíveis. Certamente a educação exige organização e prazos, no entanto, o mero acúmulo de informações não garante boa formação, pois mais do que possuir informações é preciso assimilá-las e correlacioná-las a outras informações gerando verdadeiro conhecimento.
Sabendo disso, seria preciso repensar o modelo dando prioridade não à quantidade de conteúdos aprendido, mas à qualidade dos mesmos. Melhor seria que um conteúdo básico fosse bem aprendido e assimilado do que muito conteúdo fosse transmitido com pouca ou nenhuma assimilação efetiva. Um mínimo de ensino bem transmitido é bem mais eficaz, pois oferece ao aluno ferramentas que possibilitem a ele avançar com mais segurança, conhecimento e em alguns casos de maneira autônoma.

domingo, 27 de maio de 2018

A quem interessar possa:

Artigo que escrevi e que foi publicado no início do ano pelo periódico "Diário Digital VOX (https://www.dvox.co/single-post/2018/01/16/A-lingua-%C3%A9-patrimonio-do-povo-n%C3%A3o-do-Estado-nem-dos-lobbies-de-g%C3%A9nero)

Sobre educação I


Another brick in the wall”: Depois de algum tempo sem escutar essa que é uma das maiores canções do Pink Floyd ouvi por acaso uma rádio a executá-la. No momento em questão estava eu pensando uma coisa ou outra sobre educação e me sobreveio o seguinte pensamento: o ideal e a prática revolucionária vêm há mais de século revendo e redirecionando o ensino e a educação contra um modelo chamado vagamente de tradicional, pois esse estaria tolhendo a criatividade humana e escravizando as mentes. No entanto, no afã de desconstruir o modelo tradicional é impressionante como cada vez mais as escolas vêm tolhendo a criatividade e controlando as mentes. Parece até uma tragédia grega em que quanto mais você tenta fugir do destino mais ele lhe bate à porta.

sábado, 19 de maio de 2018

Pensamento avulso XXX


Quando vejo a esquerda atual (a “lacradora”) e suas pautas culturais e políticas tendo a concordar com Nietzsche quando ele fala sobre moral do ressentimento e sobre moral do rebanho. Vejam o caso abaixo para entenderem um pouco:
 

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Pensamento avulso XXIX


A era da petulância: é impressionante observar como cantores com músicas de qualidade vocabular e poética inferior a de estudantes de jardim de infância dão entrevistas com ares de intelectuais cujo trabalho engendra um novo mundo repleto de inteligência e beleza sem igual. Esse pessoal não consegue nem fazer sua arte com qualidade, pois só sabem sobre bundas e "pegação", mas se acham capazes de apresentar as soluções políticas, religiosas, filosóficas e sociais para todos os problemas do mundo.

Sábado Santo de 2018

A celebração da vigília pascal é das mais belas na liturgia da Igreja. A benção do fogo novo ainda em meio às trevas nos faz lembrar os antigos cristãos em meio às catacumbas e representa o mundo sem a luz de Cristo. Ao chegar ao interior da Igreja com o círio aceso, a luz de Cristo que ilumina as velas (a fé) de cada fiel nos comove. 
Já dentro da Igreja as leituras fazem um memorial do nosso credo. Desde o relato da criação passando pelos patriarcas e profetas tudo aponta para Um que é o Cristo. As orações e os cânticos testemunham essa realidade que é a Redenção. Quando no Glória jubiloso e triunfante as luzes se acendem parece-nos que o próprio céu se une a nós em uníssono a louvar e agradecer tão maravilhosa e gigantesca graça que nos foi dada.
O evangelho retrata as mulheres que encontram o túmulo vazio e o anjo tão belo a noticiar a boa nova da ressureição que nos dá alento e esperança de que com Jesus nosso redentor possamos também nós ressuscitar um dia.
Prossegue-se a missa em tom solene e sublime, a manifestação do mais puro amor que nasce do sacrifício, mas que nele não termina, pois a cruz enfim vencida tornou-se símbolo de vitória e esperança, o preço pego pela dor. Os gestos, orações e benção, em harmonia prefiguram o paraíso.
No fim, eu humilde pecador, em ação de graças pude agradecer a benção de viver a páscoa. Ainda que indigno, o próprio Deus se entregou por mim. Sem merecimento de minha parte, mas por amor. Resta então a gratidão e a responsabilidade de manifestar a todos quanto eu possa a grandiosidade desse amor.
Feliz e Santa Páscoa a todos!

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

"Um erro não justifica o outro"


Tem sido costumeiro, até em meio a intelectuais de renome, utilizar os crimes de políticos brasileiros como base de avaliação ética de ações que vão desde furar a fila da padaria à cometer um assalto. Comparativamente parece ser tudo a mesma coisa. Nesse sentido, não ter noção de proporcionalidade parece ser o mote do momento.
Em meio a esse clima de falta de critério e de razoabilidade me deparo, já há alguns meses, com a frase abaixo pichada no muro de um condomínio próximo à UFMG. Decidi então publicar algo sobre a "obra de arte". 
O sujeito que pichou o muro utiliza um critério moral tortuoso para justificar sua pichação, afinal o que é um rabisco em meio a tanto roubo, não é mesmo?
Ele deve ter dado tanto ouvido a esses intelectuais da moralidade que resolveu levar a cabo as justificativas deles e consequentemente a ausência de critérios morais sólidos. Mas como diz aquele velho ditado "um erro não justifica o outro" e o fato de haver roubos em excesso no país não dá o direito de utilizar de um bem de outro dessa maneira sem a sua aprovação. Isso é o básico do básico em qualquer civilização, no entanto a geração "lacradora" não consegue compreender isso, pois é a arte do pichador e o coitado, não pode ser "censurado". Talvez até gere um trauma...
Enquanto tal mentalidade predominar e se espalhar entre os jovens estaremos cada vez mais distantes de estabelecer relações mínimas de respeito que garantam a paz social. A questão aqui não é equiparar o pichação com outros crimes, caso contrário estaria caindo no mesmo erro que aponto, mas tão somente mostrar que as justificativas morais para a sua prática, se estendidas a outras esferas podem impossibilitar a existência mesma de uma sociedade com um mínimo de ordem e respeito ao próximo.