Em busca de sabedoria em tempos de relativismo professo. Talvez um pouco de classicismo seja necessário, um retorno aos paradigmas perdidos... Procuro dessa forma momentos de lucidez para além de razões e desrazões extremadas. Neste blog coloco à vossa disposição textos de minha autoria nos quais como católico apostólico romano busco alcançar sabedoria verdadeira. Com a graça de Deus poderei combater o bom combate contra a mentira que reina quase absoluta hodiernamente. ¡VIVA CRISTO REY!
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terça-feira, 25 de julho de 2023
Pensamento avulso LXXXV
sábado, 15 de julho de 2023
Sobre educação VIII
sábado, 1 de julho de 2023
Pensamento avulso LXXXV
quarta-feira, 28 de junho de 2023
Sem João, sem Cristo
Em
verdade vos digo: entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João
Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele. (S. Mateus
11,11)
No último dia 24 de junho
comemoramos a festa do único homem que mereceu ouvir as palavras acima
diretamente da boca de Nosso Senhor Jesus Cristo: São João Batista. Além disso,
o último dos profetas, a “voz que clama no deserto” era parente de Jesus Cristo
e ainda no ventre materno deu seu testemunho da salvação que se aproximava. As
sagradas escrituras nos dão testemunho da importância desse grande santo, sim
santo, pois que obediente a tal ponto de ter sofrido o martírio por sua
pregação da Verdade, sendo exemplo acabado do cumprimento dos mandamentos
evangélicos.
Outro ponto importante a se
destacar na vida de S. João Batista foi a sua missão como aquele que deveria
preparar a vinda de Nosso Senhor por meio da pregação, da penitência e do
batismo, que viria a ser aperfeiçoado e transformado em sacramento por Jesus
Cristo, que lhe deu a forma antes de ascender aos céus. Diante esse quadro não
é exagero dizer que “sem João, sem Cristo”, pois assim mesmo quis a Santíssima
Trindade que por Sua vontade tem o ser humano como causa segunda através da
qual age no mundo. E não pequena foi a ação de S. João Batista como precursor
do Verbo Encarnado.
Partindo dessas
considerações não há como não se indignar com a anedota maliciosa que
transformou a festa de são João em festa de “sem João”. Malícia essa fruto do
ódio ao uso católico de reverenciar a memória daqueles que o próprio Deus
escolheu e que como diz a própria Escritura, fizeram coisas ainda maiores do
que o próprio Nosso Senhor, pois recorreram ao Seu santo nome. Se não querem
reconhecer essa realidade que ao menos não depreciem a memória do “maior entre
os filhos das mulheres”.
Outro problema, que dá
margem a essa visão maliciosa, advém dos próprios católicos que dão mau exemplo
e depõem contra a memória do santo, apesar de utilizarem outro expediente, a
saber, mundanizando e transformando a festa de S. João num ritual pagão.
Esquecem-se que S. João foi mártir da pureza ao defender a honra do matrimônio,
pureza essa escarnecida pelas músicas extremamente sensuais e apelativas que
predominam em muitos festivais Brasil afora.
Para romper com essas duas
práticas, uma puritana e pretenciosa e outra licenciosa e irreverente devemos
buscar viver um S. João com festas dignamente católicas sem esquecer que o
santo antes de tudo era um penitente que foi se apagando para que Cristo
aparecesse. Eis sua virtude que faz com que ele hoje seja lembrado. Que como S.
João Batista também nos apaguemos para que o nome de Cristo seja exaltado!
Viva São João!
domingo, 25 de junho de 2023
Cordialidades
O advogado Cristiano Zanin
acaba de ser aprovado pelo plenário do Senado como novo ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF) para escândalo de uns e euforia de outros. De minha
parte não entendo os escandalizados, muito menos endosso os eufóricos, afinal
essa aprovação não merece comemoração nem é uma surpresa. Mas como podemos
enxergar tanto a indicação quanto a aprovação?
Diria haver algumas formas
de enxergar todo esse processo desde o entendimento de que a indicação expõe
claramente o estelionato eleitoral do atual presidente até o entendimento de
que a indicação não fere o princípio da impessoalidade na medida em que, pese a
proximidade do presidente com o indicado, este por suas capacidades cumpriria
os requisitos básicos para o cargo. Por mais que ambas formas de ver a situação
sejam possíveis, outra forma me parece no momento mais acertada.
Trata-se de ver a indicação
e a aprovação como emanações contemporâneas do “homem cordial” tão bem
representado pelo sociólogo brasileiro, Sérgio Buarque de Holanda. O conceito
ao contrário do que possa parecer a um leigo na matéria, não trata de um homem
polido ou educado, ainda que por vezes ele surja assim, mas do homem propenso
em suas ações a privilegiar sua emotividade ou sua vontade particular frente ao
que é público. Daí o adjetivo cordial oriundo do substantivo cor, que em latim significa coração, definir
o homem brasileiro. Esse agir com base no “coração” acaba por fazer com que as
fronteiras do público em que predominaria o distanciamento da impessoalidade e
o privado onde predominaria as relações íntimas, entrecruzem-se e se dissolvam
um no outro.
Para compreender mais essa
visão, recomendo além da leitura do próprio Buarque de Holanda, a leitura do
livro, “O que faz o brasil, Brasil?”, para que se entenda mais essa mistura dos
espaços da “casa” (âmbito privado) e da “rua” (âmbito público) nos dizeres de
Roberto DaMatta. Depois dessas referências volto ao caso citado que como eu
dizia deve ser enxergado como exemplo atualíssimo de como a figura do homem
cordial se configura como paradigma político. A indicação do presidente
ratificada pela maioria do senado federal revela na prática que permanece viva
essa predisposição ao tratamento do público como privado, do império da vontade
sobre o império da lei.
Forma-se uma rede de “cordialidades”,
onde os favores são trocados e os cargos amarrados. Talvez essa cordialidade
não fosse de todo um mal, pois concordo com Afonso Pena que não há como levar a
cabo toda pureza de espírito no âmbito da política, mas coisa diferente é o
cinismo de apregoar uma impessoalidade anglo-saxã, enquanto se encarna a mais
crua pessoalidade do corporativismo e do compadrio político, os frutos mais
podres da cordialidade brasileira.
Podemos dizer que esse
espetáculo não se desenrolou na ilegalidade, mas que a cortina ao ser fechada não
escondeu a silhueta da imoralidade que se recusava à reclusão dos bastidores, dirigindo-se
contundentemente ao palco. E mais uma vez na história o conflito entre o moral
e o legal se apresentou. O problema é que nessa briga ambos acabaram perdendo.
Por fim, não custa nada
lembrar do velho provérbio e fazer uma pergunta: Se à mulher de César não basta
ser honesta, mas parecer o que não dizer do próprio César?
domingo, 11 de junho de 2023
Pensamento avulso LXXXIV
Como muitas pessoas não se suportam a si mesmas é preciso que encontrem um anteparo moral e um suporte externo. No caso encontram isso num certo ambientalismo do tipo: "eu prefiro cachorro do que gente". É óbvio que preferem, afinal o cachorro não questiona, não é um outro "eu" a ser amado apesar dos pecados. Com isso, tantas pessoas se furtam a exercer a caridade (amor) que Nosso Senhor nos ensinou. Um amor que se rende até mesmo aos algozes.
quarta-feira, 24 de maio de 2023
Pensamento avulso LXXXIII
Revolução é coisa de adolescente idealista de cabeça vazia, de adultos que imitam tais adolescentes e de inescrupulosos sedentos de poder.