A politicagem barata que predomina no cenário da política moderna onde o poder se sobrepõe ao bem comum torna as pessoas mais capazes irrazoáveis e pedantes.
O pior é que querem levar os demais ao mesmo nível de insanidade.
A política do dia no Brasil é o caso mais acabado dessa loucura sofisticada.
Tem gente jurando de pé junto que um político que domina o cenário há duas décadas é inovador, um homem que hoje afirma tudo que negava ontem. O homem que aprendeu a usar ternos caros e a comer em restaurantes de alto padrão e que, por essas e outras, se julga a alma mais honesta do país.
Necessário se faz lembrar que o seu opositor também está no jogo nefasto da política pós-Maquiavel, mas venhamos e convenhamos que a sujeira pende mais para um lado que se sujou mais porque está a mais tempo no poder e com maior disposição para fazer o diabo, em suas próprias palavras, para ganhar a eleição e tentar se manter no poder.
Ouviram o doce sibilar do demônio e gostaram. Agora vivem o sonho de estarem fazendo tudo isso por um "bem maior", pois se consideram moralmente superiores aos demais que podem ser rotulados de fascistas e outros adjetivos tanto nefastos quanto sem sentido e substância. No fim das contas é um jogo semântico perverso que mantém os inocentes e incautos na ilusão de que lutam pelos desfavorecidos e minorias, enquanto perpetuam no poder os poderosos de (quase) sempre que continuam alimentando usurários e canalhas que não têm pudor em dar calotes em aposentados e pensionistas das camadas mais pobres e ignorantes da sociedade. Eis o contrassenso!
Mas não se enganem tudo isso é proposital e justificado por teses filosóficas relativistas e imorais que jogam tudo no terreno do discurso, afinal não existe verdade e tão somente interpretações. É a velha dialética hegeliana em seu apogeu.
O meu receio é que o mal menor que se opõe a tudo isso ainda é, lá no fim do túnel, também um mal.
Que Deus nos ajude!
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