Uma questão de prioridade: enquanto o caos se instaura na Bahia devido à greve dos policiais militares não se fala em outra coisa a não ser no Carnaval. Se o cidadão não pode sequer trabalhar por causa da violência, pelo menos pode ir pra folia, afinal é essa festa toda que sustenta este país...
Em busca de sabedoria em tempos de relativismo professo. Talvez um pouco de classicismo seja necessário, um retorno aos paradigmas perdidos... Procuro dessa forma momentos de lucidez para além de razões e desrazões extremadas. Neste blog coloco à vossa disposição textos de minha autoria nos quais como católico apostólico romano busco alcançar sabedoria verdadeira. Com a graça de Deus poderei combater o bom combate contra a mentira que reina quase absoluta hodiernamente. ¡VIVA CRISTO REY!
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Retomando as atividades do blog
Após um muito trabalho no
qual tive que me afastar das postagens do blog desejo a todos os leitores um
2012 repleto das bênçãos de Deus. Espero que o Natal do Senhor tenha trazido a
todos alento e esperança! Como não consegui escrever nenhum texto apropriado ao
momento reitero o que escrevi na seguinte postagem: http://linobatista.blogspot.com/2011/07/tradicao-dos-presepios.html.
Para este ano espero dar
segmento ao que foi prometido (conferir http://linobatista.blogspot.com/2011/09/normal-0-21-false-false-false.html)
além de apresentar alguns dos frutos das minhas pesquisas sobre ética e
política. Num primeiro momento pretendo lançar um resumo com considerações
minhas ao livro, “Liberdade Religiosa e Estado Católico”, do Mons. Emílio Silva
de Castro. Posteriormente apresentarei a finalização do texto, “Breve exposição
sobre o dualismo moderno e a posição tomista”. (Cf. http://linobatista.blogspot.com/2011/11/breve-exposicao-sobre-o-dualismo.html).
Que esse escritos possam
ser úteis a todos que acessarem este blog e sirva ao que deve ser intento de
toda obra de um cristão: glorificar a Deus.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Pensamento avulso VII
Recentemente
o STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu ao peemedebista Jader Barbalho tomar
posse como senador, após considerar a lei da Ficha Limpa inaplicável ao pleito.
Feitas estas considerações gostaria de propor uma questão: parece quase um
consenso neste país que a democracia, vista como uma “entidade” intocável, é a
máxima instância de valoração à qual podemos almejar. Sendo assim gostaria de
saber por quê tanta gente se levanta indignada contra a eleição de Barbalho e
sua confirmação jurídica, afinal ele foi escolhido democraticamente com mais de
um milhão e meio de votos?
Para
mais detalhes veja: http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=6289&Itemid=103
Vejam
também o site do agora senador e vejam como ele justifica tudo (http://www.jaderbarbalho.com/site/):
é a vitória da democracia!
domingo, 20 de novembro de 2011
Breve exposição sobre o dualismo moderno e a posição tomista (parte 1)
No livro, “O Princípio Vida”, Hans
Jonas reúne artigos escritos entre 1950 e 1965. Segundo o autor no prefácio da
obra, a intenção é fornecer uma interpretação “‘ontológica’ dos fenômenos
biológicos” (JONAS, 2004, p.7). O que interessa para este artigo é mais
precisamente a análise do dualismo na modernidade e as respectivas respostas
inseridas na própria modernidade. São elas, a saber, o “monismo materialista” e
o “monismo idealista” de acordo a terminologia jonasiana. A partir disso
apresentarei a posição tomista associada à compreensão oficial da Igreja apresentada
no Catecismo Tridentino. Demonstrarei que a caracterização dualista não se
aplica a uma filosofia autêntica e autenticamente crista.
Iniciando a análise procedo a um
resumo do texto de Jonas que considero esclarecedor[1]para
compreender como a filosofia e o pensamento moderno em geral se configuram a
partir da divisão dualista cartesiana entre res
cogitans e res extensa. De acordo
com Jonas (2004) a humanidade num primeiro momento enxergava vida em tudo, ou
seja, atribuía característica dos seres animados aos inanimados (animismo, hilozoísmo). Logo, a grande
questão posta ao ser humano era a morte como negação da ampla experiência da
vida. Como resolução ao problema desta magnitude emergia a crença na vida após
a morte ou mesmo a negação da morte. Poderíamos acrescentar as pesquisas
arqueológicas e antropológicas que demonstram o quão antiga é essa ideia. Essa
concepção panvitalista e animista encerra o que Jonas chama de “monismo
integral panvitalista”.
Com a descoberta do “eu” no ocidente e
sua relativa e posterior independência do mundo externo e inanimado se instaura
um marco histórico separando o unilateralismo animista do dualismo. Alma e
mundo se tornam excludentes a ponto de se declarar “soma-sema”, ou seja, “o corpo um túmulo” [2].
Essa separação acentua-se na modernidade com o cogito cartesiano. Nesse momento o panvitalismo cedia e emergia o
“predomínio ontológico da morte” (JONAS, 2004, p.22); se antes a morte era o
grande mistério já que tudo era vida, na modernidade a morte (ou o que é
inanimado) é o que há de mais certo e a vida surge como grande mistério e
empecilho à explicação científica do universo.
Frente ao dualismo surgem duas
alternativas, a primeira o “monismo materialista”, já indicado acima com a
“ontologia da morte” e é apontada por Jonas como a mais séria e considerável
entre as posições. A segunda alternativa, mais fraca do ponto de vista
explicativo, é a do “monismo idealista”. Cada uma delas toma um dos termos do
dualismo e trata o outro como epifenômeno, logo há o fracasso da explicação da
consciência para o materialismo e da “coisa em si” para o idealismo. Essas
posições pós-dualistas, no entanto, não respondem satisfatoriamente ao problema
já que não conseguem fugir da distinção estanque entre consciência e matéria. Apesar
do aparente sucesso explicativo da posição materialista a vida continua
inexplicada:
Mas a vida não admite destilação; ela ocupa algum lugar entre os
aspectos purificados lá onde se encontra sua realização concreta. Abstrações
não possuem vida. Na verdade, repetimos, a consciência pura vive tão pouco
quanto a matéria pura que se lhe opõe, mas em compensação ela é também tão
pouco mortal. Vive como vivem os espíritos descarnados, não conseguindo mais
entender o mundo. (JONAS, 2004, p. 31).
Apresentado minimamente o
problema do dualismo passo agora a uma análise do ponto de vista cristão sobre
o tema, deixando claro desde já que o dualismo citado não se aplica ao
cristianismo como o atestam o filósofo S. Tomás de Aquino e documentos da
Igreja.
Referências bibliográficas:
BARROS, Manuel Correia de. Filosofia
tomista. 2.ed. Porto: Livraria Figueirinhas, sd.
JONAS, Hans.
O Princípio Vida: fundamentos para
uma biologia filosófica. Petrópolis:
Vozes, 2004. 278 p. Titulo original: Das Prinzip Leben: Ansatze zu einer
philosophichen Biologie. (Textos filosóficos) ISBN: 85-326-3084-7.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Pensamento avulso VI
Será
apenas coincidência que crises e mais crises assolem a Europa justamente quando
esta mais renega suas raízes cristãs?
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Pensamento avulso V
O
cético procede à acusação daqueles que tentam de alguma maneira fundamentar em
filosofia caracterizando-os como dogmáticos, entretanto não há dogmatismo maior
do que dizer que não se pode ter certezas, dado que esta é uma grande certeza, se
não for a maior. Concordo com o que nos aponta a Ética do Discurso, ainda que eu tenha ressalvas
ao conjunto da mesma: o cético entra em contradição performativa toda vez que
argumenta contra a possibilidade de argumentação. O que resta dizer contra o cético radical é o seguinte: somos todos dogmáticos inclusive o senhor!
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Vejo de tudo o que foi e há
Aprendo com o que se esvai na história
E vejo que realmente se aprende a amar,
Quando se tranca a dor na memória
Set./2011
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