Em busca de sabedoria em tempos de relativismo professo. Talvez um pouco de classicismo seja necessário, um retorno aos paradigmas perdidos... Procuro dessa forma momentos de lucidez para além de razões e desrazões extremadas. Neste blog coloco à vossa disposição textos de minha autoria nos quais como católico apostólico romano busco alcançar sabedoria verdadeira. Com a graça de Deus poderei combater o bom combate contra a mentira que reina quase absoluta hodiernamente. ¡VIVA CRISTO REY!
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terça-feira, 14 de agosto de 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
O direito à liberdade : mas que liberdade? Parte 1
Antes de começar o texto propriamente
dito é bom esclarecer que a análise inicial deste texto não reflete necessariamente
minha opinião o que será feito na conclusão sobre a temática em outras postagens.
Este é apenas um trecho introdutório dirigido aos meus alunos.
Uma sociedade justa passa certamente
pelo direito à liberdade[1], mas ao contrário do que muitos possam pensar a
liberdade está sempre acompanhada de outros elementos. Um desses elementos é a
responsabilidade, já que toda ação livre supõe que o sujeito da ação arque com
suas consequências.
No Brasil a liberdade é uma garantia
de sua Constituição promulgada no
ano de 1988, que também aponta para a responsabilidade que citamos acima. O
texto constitucional diz o seguinte:
Art. 5o Todos são iguais perante
a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, nos termos seguintes: (EC no 45/2004) [destaque meu]
(...)
IV – é livre a
manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
(...)
BRASIL. Constituição da República Federativa do
Brasil. Brasília: Senado Federal, Subscretaria de Edições Técnicas, 2006.
Como vimos a Constituição brasileira
garante a liberdade de pensamento e também de expressão, entretanto, não é
qualquer tipo de liberdade, ou melhor, de libertinagem, sem ordem, sem
respeito. A pessoa é livre para se manifestar, mas não pode se manter anônima,
ou seja, sem prestar-se a dar resposta quando acionada. A pessoa não pode como
diz o ditado “fazer o que der na telha” sem respeitar as leis do país, as
pessoas e as autoridades. E nesse ponto a lei encontra a ética. Um sujeito
ético deve ter em vista que a liberdade é um direito, mas não um direito sem
dever, sem respeito, pois ainda que as leis falhem e a liberdade de expressão
seja ferida devemos manter a liberdade mais ampla que não pode ser garantida
por nenhuma lei, a liberdade da nossa consciência.
Os jovens devem refletir sobre isso,
pois muitos gritam pelas ruas que são livres, mas suas consciências são
prisioneiras de sua irresponsabilidade. E não apenas os jovens, mas também
vários adultos se esquecem que a liberdade é um direito que se conquista dia a
dia com nossas atitudes, com respeito e com plena consciência que se mal
utilizada a liberdade pode se torna a pior escravidão: sermos escravos de
nossas caprichos.
[1] - É importante observar que o termo
liberdade é tomado em alguns pontos do texto com o mesmo sentido de
livre-arbítrio.
domingo, 24 de junho de 2012
Imprensa, diplomacia e o caso Lugo
Certamente não sou a
pessoa mais indicada para analisar a situação paraguaia após o impeachment do então presidente Fernando
Lugo, entretanto, não posso deixar passar em branco a cobertura da grande mídia
brasileira e as reações diplomáticas, também a brasileira, frente ao que se
convencionou chamar de “golpe de estado parlamentar” (sic). Digo isso, pois a
análise girou em torno de um suposto ataque à democracia pelo parlamento
paraguaio o que não aconteceu se verificarmos com isenção ideológica os fatos. Para
deixar mais claro o que quero dizer vou dividir a análise em três pontos.
O primeiro ponto está
vinculado a uma compreensão unilateral equivocada de democracia que permeia a
maior parte das discussões sobre o assunto. Por mais que eu tenha ressalvas à
democracia contemporânea, neste caso particular que analiso aqui não ponho em
xeque o processo eleitoral que levou Lugo ao poder. A questão não é essa.
Pressupondo que ele tenha chegado ao poder por vias legais e moralmente defensáveis
isso não o torna intocável. Como já se repetiu milhares de vezes o processo que
levou ao seu impeachment foi legal e
mencionar o respeito à democracia para contrariar a decisão parlamentar não
passa de uma falácia, afinal “democracia” não significa a supremacia do eleito
sobre a lei como o querem fazer
parecer Hugo Chaves e cia. Logo o fato de Lugo ter sido eleito democraticamente
não fazem dele um ser supremo, intocável acima das leis do país, portanto
também ele enquanto presidente poderia e deveria ter sido processado, como de
fato foi, caso houvesse cometido crimes ou não houvesse cumprido
satisfatoriamente suas funções.
O segundo ponto é a
cobertura jornalística da grande mídia brasileira que em sua maioria vêm endossando
a falácia acima analisada. É impressionante a parcialidade e passionalidade das
críticas. Até agora somente uma reportagem da Record News abordou objetivamente
os fatos questionando tanto acusadores como defensores do presidente,
mencionando com ressalvas o termo “golpe de estado”. O restante das críticas
que vi parecem ter sido escritas por um mesmo autor num somatório de achismos,
sem rigor e repetindo chavões, concedendo espaço para analistas[1]
suspeitos por partilharem a ideologia de determinado grupo político com redes
continentais. Não se respeitou minimamente o justo princípio jornalístico de
conceder a acusadores e defensores a oportunidade de se manifestarem.
Pareceu-me que estavam todos comprometidos de alguma forma com a defesa do
ex-presidente e tudo isso, pasmem, com o intuito de defender princípios
democráticos. Ora, ora! Façam-me o favor de respeitar minha inteligência e a
coerência lógica!
Seguindo a reflexão chegamos
ao terceiro ponto que é a vergonhosa posição do Ministério das Relações
Exteriores do Brasil que nem bem tinha analisado o caso já se pronunciava por
meio do seu ministro Antonio Patriota e também da presidente acusando o
parlamento paraguaio de promover um golpe de estado. Num caso delicado assim a
presidente e o ministro deveriam ter mais bom senso e lucidez para analisar o
caso com mais frieza antes de se pronunciar e posicionar-se em nome do povo
brasileiro e não da cumplicidade ideológica que partilham com o ex-presidente
Lugo que venhamos e convenhamos nunca foi um exemplo de dignidade moral e
respeito pela verdade, afinal já havia traído publicamente os votos feitos à
Igreja Católica enquanto membro do clero.
Enfim, espero com esta
pequena crítica ter demonstrado que o recente caso de impeachment tem sido tratado no Brasil de forma absurda sem comprometimento
com a justiça e carregada de ideologias falaciosas que não visam o bem público
de quem quer que seja, mas somente a vitória política de suas posições
arbitrárias. Mídia e Ministério das Relações Exteriores envergonham o Brasil ao
tratar o caso dessa forma.
Lino Batista 06/2012
[1] Alguns
chegaram a afirmar que a elite, sempre ela, como se eles não fossem parte da
mesma havia planejado tudo para voltar ao poder. Este argumento pode ter um
fundo, bem fundo, de verdade, mas não serve para desqualificar a atitude dos
parlamentares que deve ser vista como justa ou não acima de qualquer
partidarismo.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Inversão de prioridade
Muito comum entre os meios protestantes a “teologia da prosperidade” tem sido também adotada por católicos desavisados que associam as graças e bençãos de Deus ao montante das contas bancárias ou à ausência de sofrimentos. Pode-se ser rico e não agradar a Deus (cf. Mt 19, 24. Mc 10, 17-27. e Lc 18, 25.), como também ter posses e sendo desapegado desses bens terrenos agradar a Deus. Por outro lado uma pessoa pobre que cumpre os preceitos divinos é agradável aos olhos de Deus, enquanto a pessoa pobre que é revoltada com Ele por sua condição descumpre Seu projeto endereçado aos seus filhos. Desconsiderar tais possibilidades é desconsiderar a realidade mesma da salvação.
Se a vertente que prioriza os benefícios econômicos erra, também erra a vertente que valoriza em demasia a pobreza econômica, considerando-a um critério de santidade superior. A proposta da TdL (Teologia da Libertação) exemplifica esse tipo de raciocínio equivocado como diz Fr. Dr. Clodovis Boff (cf. o artigo “Teologia da Libertação e volta ao fundamento”[1]) por promover a inversão Jesus – pobre centralizando a figura deste.
Ambos os erros partem de um núcleo comum que é a visão materialista[2] do mundo, notadamente priorizando a análise sócio-econômica do ser humano. A preocupação cristã como se sabe é primeiramente com a salvação da pessoa independentemente de sua condição econômica, afinal todos são chamados a se converter. Se Jesus se dirigiu sobremaneira aos pobres, que eram os mais sofridos era porque estes necessitavam mais e estavam mais desamparados, inclusive do ponto de vista religioso, e, por isso, aproximavam-se mais de Jesus e por Ele recebiam a cura. No entanto, existem relatos evangélicos que nos mostram que Jesus não fazia acepção sociais (cf. Mt 8, 5-13).
A preocupação primeira da Igreja é com a observância da Palavra de Deus e a proclamação da Boa Nova aos povos, mas como vemos nos relatos das primeiras comunidades cristãs os assuntos práticos também têm importância:
1.Naqueles dias, como crescesse o número dos discípulos, houve queixas dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas teriam sido negligenciadas na distribuição diária.2.Por isso, os Doze convocaram uma reunião dos discípulos e disseram: Não é razoável que abandonemos a palavra de Deus, para administrar.3.Portanto, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarregaremos este ofício.4.Nós atenderemos sem cessar à oração e ao ministério da palavra. 5.Este parecer agradou a toda a reunião. Escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia.6.Apresentaram-nos aos apóstolos, e estes, orando, impuseram-lhes as mãos.7.Divulgou-se sempre mais a palavra de Deus. Multiplicava-se consideravelmente o número dos discípulos em Jerusalém. Também grande número de sacerdotes aderia à fé. (At 6, 1-7 – Edição Ave Maria) Disponível em: http://www.bibliacatolica.com.br/01/51/6.php#ixzz1nKAgVWLq
Percebe-se que mesmo não sendo principal há uma preocupação econômica, no sentido clássico do termo, e social por parte dos apóstolos. Existe, pois uma relação hierárquica entre as duas dimensões sagrada e temporal. O problema das “teologias” mencionadas no início deste texto não é portanto sua preocupação com as questões temporais, mas com a centralização dessas frente às prioridades da Igreja em relação à salvação por meio dos sacramentos e da preservação da moral cristã, bem como da guarda das prescrições da Tradição, do Magistério e das Sagradas Escrituras. Toda inversão de prioridade é perniciosa e prejudica a retidão católica.
Lino Batista
[1] Apesar de não tão incisivo o artigo demonstra alguns erros presentes no decorrer das análises dos teólogos da TdL Ele está disponível em: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=33508.
[2] Por mais que se difundam em tendências “espiritualistas” os erros mencionados ainda se fundam numa visão dualista do ser humano e recaem em perigosos monismo como desenvolvi em postagens anteriores.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Pensamento avulso VIII
Uma questão de prioridade: enquanto o caos se instaura na Bahia devido à greve dos policiais militares não se fala em outra coisa a não ser no Carnaval. Se o cidadão não pode sequer trabalhar por causa da violência, pelo menos pode ir pra folia, afinal é essa festa toda que sustenta este país...
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Retomando as atividades do blog
Após um muito trabalho no
qual tive que me afastar das postagens do blog desejo a todos os leitores um
2012 repleto das bênçãos de Deus. Espero que o Natal do Senhor tenha trazido a
todos alento e esperança! Como não consegui escrever nenhum texto apropriado ao
momento reitero o que escrevi na seguinte postagem: http://linobatista.blogspot.com/2011/07/tradicao-dos-presepios.html.
Para este ano espero dar
segmento ao que foi prometido (conferir http://linobatista.blogspot.com/2011/09/normal-0-21-false-false-false.html)
além de apresentar alguns dos frutos das minhas pesquisas sobre ética e
política. Num primeiro momento pretendo lançar um resumo com considerações
minhas ao livro, “Liberdade Religiosa e Estado Católico”, do Mons. Emílio Silva
de Castro. Posteriormente apresentarei a finalização do texto, “Breve exposição
sobre o dualismo moderno e a posição tomista”. (Cf. http://linobatista.blogspot.com/2011/11/breve-exposicao-sobre-o-dualismo.html).
Que esse escritos possam
ser úteis a todos que acessarem este blog e sirva ao que deve ser intento de
toda obra de um cristão: glorificar a Deus.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Pensamento avulso VII
Recentemente
o STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu ao peemedebista Jader Barbalho tomar
posse como senador, após considerar a lei da Ficha Limpa inaplicável ao pleito.
Feitas estas considerações gostaria de propor uma questão: parece quase um
consenso neste país que a democracia, vista como uma “entidade” intocável, é a
máxima instância de valoração à qual podemos almejar. Sendo assim gostaria de
saber por quê tanta gente se levanta indignada contra a eleição de Barbalho e
sua confirmação jurídica, afinal ele foi escolhido democraticamente com mais de
um milhão e meio de votos?
Para
mais detalhes veja: http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=6289&Itemid=103
Vejam
também o site do agora senador e vejam como ele justifica tudo (http://www.jaderbarbalho.com/site/):
é a vitória da democracia!
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